UOL Olimpíadas 2008 Blogs dos Atletas
 

Blog dos Enviados

07/08/2008

Obina é melhor que Obinna?

 

Um joga pelo Flamengo. Outro pelo Chievo, da Itália, e está disputando as Olimpíadas de Pequim pela Nigéria. Mas as diferenças em campo parecem que param por aí, porque os “Obinas” possuem características muito parecidas: como perdem gols!!!

 

O Obinna nigeriano – ah, esta é outra diferença. O nome do africano é grafado com duplo n – fez sua estréia nos Jogos nesta quinta-feira e foi um dos grandes responsáveis pelo único empate sem gols do torneio masculino.

 

Contra a favorita Holanda, o atacante desperdiçou o primeiro quando aproveitou um cruzamento após a bola ter cruzado toda a defesa laranja. Completamente livre, Obinna cabeceou para fora.

 

E não parou por aí. No lance seguinte, ficou frente a frente com o goleiro holandês e... pimba! Outra vez para fora!

 

Mas, apesar dos erros, Obinna ficou no gramado durante os 90 minutos. Será que lá na Nigéria também consideram ele melhor que o camaronês Eto’o?

Escrito por UOL Esporte às 12h29
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A cara do entusiasmo

As seleções masculinas de futebol de Brasil e China estréiam nesta quinta-feira nas Olimpíadas de Pequim, em rodada dupla na cidade de Shenyang. A soma do frenesi que as estrelas brasileiras geralmente provocam em suas andanças pelo mundo com a febre de nacionalismo que os Jogos desperta na China está estampada na cara do animado torcedor acima. Assim sendo, que os jogos do dia honrem o entusiasmo do camisa 13 aí.

Escrito por Bruno Freitas às 03h53
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06/08/2008

Quem tem medo dos pandas?

Pesquisa promovida pela BBC, do Reino Unido, apontou que os brasileiros e os britânicos enxergam a China como um aliado, com 42% e 46% dos entrevistados afirmando isso, respectivamente. Por outro lado, o levantamento feito em cinco países mostrou que Coréia do Sul e EUA vêem os pandas (animais que simbolizam a terceira potência econômica mundial) como ameaças, com 55% e 48% dos ouvidos reproduzindo essa opinião, respectivamente.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h54
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Primeiros deportados de Pequim

Na foto acima tirada no Parque das Nacionalidades Chinesas, quatro garotas vestem trajes e fazem danças típicas do Tibete, região que está aproveitando os Jogos Olímpicos para divulgar seu desejo de autonomia em relação ao governo de Pequim. Outras quatro pessoas, porém, foram deportadas da China por mostrar outros símbolos da terra do Dalai Lama. Esses manifestantes (dois norte-americanas e dois ingleses) hastearam bandeiras tibetanas em postes próximos ao Parque Olímpico, com dizeres como "One World, One Dream, Free Tibet", parafraseando o slogan olímpico de 2008.

O mais revelador, porém, é a procedência das bandeiras: Made in China. Graças aos salários baixos e trabalhos que nunca fazem greve (o governo não deixaria), o país-sede é a fábrica do mundo. Até bastiões de seus inimigos internos eles produzem. Uma fábrica de Cantão (sul do país) aprontava milhares de bandeiras quando os ativistas internacionais que encomendaram a remessa suspenderam o pedido, com culpa por dar dinheiro justamente para quem oprime o povo tibetano. Até ali ninguém na fábrica cantonesa tinha desconfiado que aquela bandeira com faixas em azul e púrpura e dois leões desenhados representava a região invadida pela China desde a década de 50.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h27
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Modelito básico

Além da combinação mocassim, meia preta e bermuda, os pequineses têm uma solução mais elegante para o calor abafado e úmido do verão: as camisetas regatas. Por toda a cidade, quem não precisa andar na estica apela para o modelo. Há ainda os que levantam a camiseta para arrejar a barriga. Outros solucionam usando leques, que aqui é coisa de homem também.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 14h07
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Ninho de Pássaro vira selo na Colômbia

 

Obra de maior impacto nas Olimpíadas de Pequim, o Ninho de Pássaro virou tema também de um selo feito pela Colômbia em alusão ao evento poliesportivo deste ano. A homenagem foi mostrada pelo Comitê Olímpico Colombiano nessa terça-feira e foi criado pelo ex-atleta Wilmer Avendalo Correa, sendo desenhado pelo artista local Fernando Lersundy. "O estilo é inspirado no design sensacional do Ninho de Pássaro. É uma construção monumental e que deve ser para sempre lembrada", explicou o presidente dos Correios da Colômbia, Juan Ernesto Vargas Uribe.

Escrito por UOL Esporte às 03h54
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Problemas? Que problemas?

A imprensa chinesa sofre tanto controle do governo central que acaba pintando o país como uma "ilha da fantasia", filtrando os fatos e só noticiando quando está tudo resolvido. No dia do terremoto que matou mais de 70 mil pessoas no início do ano, as TVs demoraram oito horas para citar o desastre e anunciaram que houve um tremor, sem dar detalhes.

 

O jornal "China Daily" desta quarta-feira é uma pérola desse tipo de jornalismo. A manchete diz que o problema sobre a poluição em Pequim está resolvido "de uma vez por toda" e o "céu está azul". Você olha para o alto vê névoa e poluição e não sabe se acredita nos próprios olhos ou na versão oficial. Outra notícia na mesma edição chega às raias do absurdo: diz que os turistas estrangeiros podem visitar tranquilamente para a província de Xinjiang, de maioria muçulmana e palco de atentados terroristas de grupos separatistas. O problema é que a reportagem logo ao lado conta que foram identificados os culpados pelas explosões que mataram 16 policiais há dois dias na região citada. Um deles é um taxista. Será que o estrangeiro ficaria tranquilo em seu translado do aeroporto para o hotel em Xinjiang?

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 03h47
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05/08/2008

A pátria do tênis de mesa e do calor

Os ídolos olímpicos da China estão em todas as paredes, paradas de ônibus, outdoors e letreiros de shopping. A foto acima mostra uma geladeira comercial com propaganda de seis astros, que devem brilhar nos Jogos, vendendo uma marca de sorvete. O curioso é que, dos seis, metade saiu do tênis de mesa, esporte em que o país tem hegemonia e ainda exporta rivais para outros países. Só o barreirista Liu Xiang (ao centro), a saltadora Guo Jinjin e o basqueteiro Yi Jianlian (ambos à direita) são exceção. O restante dos fotografados são Wang Hao, Zhang Yilin e Ma Lin, campeões da bolinha pequena.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 11h14
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Caos na morada olímpica do futebol

Encastelada e isolada no suntuoso Marvelot Hotel, com todos os aparatos de segurança imagináveis, a seleção de futebol do Brasil ainda não tomou contato com a loucura urbana que é Shenyang, cidade que abriga os dois primeiros jogos da equipe nas Olimpíadas de Pequim.

 

As estrelas de Dunga, que sempre se deslocam com o luxo de escolta de batedores, ainda não viram de perto a profusão absurda de sons e cores das ruas de Shenyang, em caos urbano que chega a impressionar até os visitantes brasileiros naturais de grandes cidades, 'escaldados' com a desorganização no convívio social.

 

Além do altíssimo nível de poluição, o que mais impressiona é o trânsito de Shenyang, em que boa parte de seus 10 milhões de habitantes dividem espaço entre carros, motos, bicicletas e pedestres (como ilustra a foto acima). A regra é o 'vale tudo', com direito a desprezo ao sinal vermelho e contramão em grandes avenidas. E dá-lhe buzina.. o som oficial da cidade (a quarta maior da China).

 

Shenyang é uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Pequim destinada exclusivamente à disputa do futebol. A cidade abrigará nos próximos dias as estréias das seleções masculina e feminina do Brasil (contra Bélgica e Alemanha, respectivamente).

Escrito por Bruno Freitas às 09h43
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O aperto e as fraldas para adultos

Os banheiros das instalações olímpica estão excelentes nesse período prévio, com voluntários e faxineiros se revezando na limpeza a cada usuário. Mas quando a Olimpíada e a concentração humana começarem, ninguém sabe como vai ficar. Mas os torcedores chineses não devem estar preocupados, afinal, estão acostumados em viver com uma multidão em volta (1/5 da população mundial vive por lá) e com filas imensas. Até adotaram uma estratégia inusitada: a fralda de adulto. A tática é especialmente aplicada nos feriados nacionais, como no Ano Novo chinês, quando 300 milhões de pessoas viajam para visitar a família, superlotando banheiros de estações e trens. É o maior movimento migratório anual do mundo. O curioso é que as crianças de colo não usam tanta fralda como no Ocidente. É comum ver nas ruas de Pequim meninas e meninos que recém andam ficarem de cócoras para fazer a necessidade ali mesmo.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 03h27
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04/08/2008

Tietagem de campeãs mundiais

Adversárias da seleção feminina do Brasil na estréia dos Jogos Olímpicos, as alemãs tiveram o seu momento de tietagem com Ronaldinho Gaúcho, num breve e informal encontro com a equipe masculina brasileira em treinamento na cidade de Shenyang.

 

As alemãs Fatmire Bajramaj (esquerda na foto) e Celia Okoyino quebraram a orientação de 'contato zero', da organização dos Jogos, entre as sessões de treinos (cada seleção tem direito a duas horas de prática por período, em cronograma pré-estabelecido).

 

"Foi muito excitante conhecer ele pessoalmente. Ronaldinho e Zidane sempre foram meus maiores ídolos", disse Bajramaj, integrante da equipe atual campeã mundial.

 

Crédito da foto: Deutscher Fussbal-Bund/Divulgação

Escrito por Bruno Freitas às 22h26
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Dar uma volta com os pássaros

Parece causo de caipira, mas é verdade: os chineses levam seus passarinhos para passear, dar uma voltinha. Com suas bicicletas ou na mão mesmo, eles carregam os penosos até a praça mais próxima e penduram as gaiolas nas árvores. Enquanto os bichos cantarolam, os donos conversam também. O costume acontece principalmente à noite depois do jantar ou no fim-de-semana, como nessa foto tirada no distrito pequinês de Guan Yuan. (Foto: Rodrigo Bertolotto/UOL)

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 12h14
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Isso tudo é papo furado

Não é sempre que a seleção brasileira masculina de futebol, a marca mais forte do esporte coletivo nacional, tem em suas linhas um nome que escape da chatice do 'futebolês', o tradicional discurso de jogadores em entrevistas. Nesse sentido, o volante Anderson é quase uma benção contra as respostas convencionais e posições 'em cima do muro'.

 

Nas declarações do jogador do Manchester United, campeão inglês e europeu na última temporada, não costumam sair lugares comuns como "estamos preparados", "se Deus quiser" ou "o professor é quem sabe".

 

No ambiente de seleção, Anderson disparou aos jornalistas recentemente coisas como "Por acaso você sabe que eu fui o melhor jogador do Mundial Sub-17?" e "Quem é esse cara do Paraguai? Nunca ganhou nada".

 

Em Shenyang, onde a seleção se prepara para a estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim, Anderson comentou, bem a seu estilo, a preocupação da comissão técnica com os possíveis efeitos do forte calor e do altíssimo nível de poluição local sobre o desempenho do time brasileiro em campo.

 

"Esse negócio de poluição é tudo papo furado", respondeu o gaúcho. "Se tá calor, é igual para todo mundo. É besteira", rebateu o camisa 7 do time de Dunga.

 

Crédito da foto: Stephan Savoia/AP

Escrito por Bruno Freitas às 10h28
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Quarto com vista (se a névoa deixar)

A expressão smog foi criada quando a Inglaterra era o galpão fabril do mundo. É a mistura de smoke (fumaça) com fog (névoa). Como a China é hoje quem fabrica no planeta, o smog migrou para cá e cobre a vista de meu quarto. O hotel está localizado dentro do Parque Olímpico. O estádio Ninho de Pássaro está a 200 metros, mas ele é só um borrão à esquerda na foto. O Cubo De Água, local de competição da natação, é o outro borrão à direita. Em primeiro plano, está o Ginásio Nacional, do outro lado da rua, mesmo assim em meio à neblina. Depois de dias ensolarados em Pequim, voltou a poluição.

Bem que as autoridades chinesas tentaram bombardear as nuvens com nitrato de prata para limpar o céu, mas por enquanto não funcionou. Talvez eles tivessem que adotar a tática do prefeito carioca, César Maia, que contratou um pai-de-santo para fazer um trabalhinho para não chover durante os Jogos Pan-Americanos do ano passado. Choveu no Rio, tanto é que os campos de beisebol viraram um pantanal. Mas, quem sabe que com o auxílio da ciência e da religião, o esporte olímpico tenha condições ideias de jogo.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 00h12
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03/08/2008

Os abajures gigantescos de Pequim

O verão traz as mariposas para Pequim, e elas não param de revoar ao redor do estádio Olímpico e do ginásio de natação, que parecem duas luminárias de mesa tamanho família (uma família não-chinesa, que fique claro, afinal, aqui há ainda uma política de limitação de um filho por casal). Para completar a decoração tão ao gosto dos insetos e dos arquitetos pós-modernos, o jardim em volta do estádio Ninho de Pássaro ainda ganhou iluminação com os mesmos motivos. Luxo só.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 13h35
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Magic Paula vira chinesa em Pequim

Imagine se as mãos mágicas de Paula servissem o basquete da China? Por um momento neste domingo essa cena foi possível. No teste dos equipamentos na Arena Wukesong, local da disputa do basquete nos Jogos Olímpicos, o nome de Magic Paula foi colocado na escalação da seleção chinesa.

 

Os organizadores da Olimpíada usaram as duas maiores jogadoras da história do basquete brasileiro para testar o telão que fica em cima da quadra. Hortência, por exemplo, entrou na escalação do Brasil. Já Paula foi relacionada como uma jogadora da China.

 

Além dos nomes das atletas, o telão mostrou também imagens de Paula e Hortência nos Jogos Olímpicos. Com as duas, o Brasil viveu os seus melhores momentos na modalidade. A dupla foi a principal responsável pelo título mundial de 1994 e pela prata olímpica de Atlanta-1996.

Escrito por Lello Lopes às 05h14
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Compras para o trabalho

Algumas jogadoras da seleção feminina de basquete do Brasil aproveitaram um raro momento de folga nesse sábado e foram passear por Pequim. O destino: um shopping da capital chinesa.

 

“As meninas compraram tênis de basquete. Foi coisa de trabalho”, entregou a ala Micaela, que participou da caravana ao shopping.

 

As compras, entretanto, quase custaram caro às jogadoras. Por causa do ensaio para a cerimônia de abertura, as atletas pegaram muito trânsito no caminho de volta à Vila Olímpica, e por pouco não estouraram o horário permitido para o passeio.

 

“A gente não pode se atrasar. Viemos aqui para disputar a Olimpíada, então o foco é outro”, justificou Micaela.

Escrito por Lello Lopes às 04h07
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Tchau, vara. Boa viagem

Fabiana Murer, uma das atletas com maior chance de medalha brasileira no atletismo, já está em Macau desde o dia primeiro de agosto, sexta-feira. Ela, porém, ainda não fez um treino técnico na sua modalidade, o salto com vara, por um motivo bem simples: está sem as suas varas.

 

Por conta da dificuldade em levá-las, a atleta deixou com seu técnico, Élson Miranda, o dever. Ele e as varas embarcaram neste sábado em Guarulhos. A foto acima mostra os intrumentos no chão do Aeroporto de Cumbica prontos para entrarem no avião direto para China. Boa sorte para as varas. 

 

Escrito por UOL Esporte às 01h58
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02/08/2008

Arremesso de entulho

Como no Brasil, os catadores de lixo viraram profissão também na China. A diferença é que, no lugar de empurrarem carrinhos como os brasileiros, os chineses colocam todo o entulho valioso em suas bicicletas. Nessa foto, um casal revira sacos na saída de metrô próxima do Parque Olímpico.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 11h51
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01/08/2008

Favor não usar sapatos pretos ou cuspir no elevador

Atenção você que gastou seu suado dinheirinho para assistir às Olimpíadas de Pequim e comprou roupas novas para desfilar perto da Vila Olímpica. É favor não combinar calças brancas com sapatos pretos.

 

A clássica tendência estética do povo pequinês é de muito mau gosto, e não foram os enviados especiais do UOL que constataram isso in loco. Tudo faz parte de uma campanha da Comissão para a Construção da Civilização da Capital.

 

Dessa maneira, a campanha vem conseguido desestruturar a 'espontaneidade' do povo pequinês, explicando, veja se pode, que cuspir em elevadores e metrôs não é assim tão legal. Ao menos é o que quer fazer crer Zheng Mojie, subdiretor da Comissão.

 

Realmente, a clássica cusparada no chão, precedida do famoso grunhido de limpeza de garganta está caindo em desuso em Pequim. Até filas já estão começando a ser formadas nos metrôs, veja só. Mas não foi nada fácil. 

 

Cerca de 10 milhões de folhetos foram distribuídos entre estabelecimentos comerciais e transeuntes, que eram prontamente advertidos depois de lubrificarem o chão com saliva.

 

‘Descalçar os pés e colocá-los no assento do companheiro de viagem também não é costume do povo ocidental’, completa a nota.

Escrito por UOL Esporte às 15h57
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Aterrissagem na paisagem olímpica

Depois de uma escala em Washington (EUA), um cochilo no pólo norte, um filme da Demi Moore sobrevoando a Sibéria e uma lasanha com vista para a Mongólia, veio a aterrisagem nesta sexta-feira na obra de maior investimento do esforço olímpico em Pequim: o maior aeroporto do mundo em extensão. Com um total de três quilômetros de uma ponta a outra, conta até com um trem interno para ligar a alfândega e a retirada de bagagem - uma distração entre uma burocracia e outra.

O novo terminal tem a assinatura do badalado arquiteto inglês Norman Foster, responsável por mudar a cada de Londres. A obra custou US$ 2,8 bilhões e foi erguida em um tempo recorde de quatro anos. Sua capacidade de passageiros por ano é de 60 milhões, o que equivale a quatro vezes o movimento anual de Congonhas antes da crise aérea.

Com telhado e colunas nas cores amarela e vermelha (as preferidas dos chineses) e muito vidro, o aeroporto quer simbolizar esses novos tempos da China como terceira economia mundial. Mas o esforço não pára aí: no caminho até o Parque Olímpico, uma interminável fileira de vasos com flores decoravam os viadutos, as pontes e auto-estradas, em uma tentativa de embelezar a paisagem funcional.

Outra forma de decoração constante são as publicidades olímpicas, onde os reis são os ídolos locais Yao Ming e Liu Xiang. Desde os carrinhos de bagagem até outdoors gigantes trazem os traços dos candidatos mais carismáticos ao pódio.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 10h45
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31/07/2008

Um rapper na Olimpíada nazista?

Nem só os oposicionistas e ativistas políticos fazem comparações entre os Jogos de Berlim-1936 e os de Pequim-2008. Há outros paralelos, como, por exemplo, a presença de locutores brasileiros.

 

O vídeo mostra trecho do filme "Olympia" (1938), da consagrada cineasta Leni Riefenstahl, famosa por suas inovações técnicas (como tomadas aéreas) e também por sua intensa atividade durante o regime nazista da Alemanha. Nessa passagem, aparecem atores interpretando narradores estrangeiros apresentando competição no estádio Olímpico.

 

 O penúltimo é supostamente um brasileiro - o sotaque, porém, é português, e a vestimenta mais parece a de um rapper atual.

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 06h06
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30/07/2008

Ato falho no embarque

Ela é a maior esperança de medalha no atletismo brasileiro. Mas a saltadora Maurren Higa Maggi passou por uma saia-justa durante o embarque da delegação para as Olimpíadas de Pequim, nesta noite de quarta-feira. A atleta de São Carlos foi a única do atletismo que chegou ao Aeroporto de Cumbica sem o uniforme feito pelo COB para os Jogos Olímpicos.

 

Maurren vestia uma camisa usada pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro no ano passado. Ela só percebeu o fato após iniciar as entrevistas e teve de interromper para colocar o uniforme correto. Aliás, no aeroporto, Maurren teve a companhia da filha Sofia, que recebeu mimos e carinhos especiais da mãe coruja antes do embarque.

Escrito por UOL Esporte às 20h37
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Boicotaram o boicote

 

Você deve ter acompanhado a série de protestos em prol da liberdade do Tibete que aconteceram nos diversos países por onde a tocha olímpica desfilou este ano. 

 

Protestar é legítimo (menos na China, claro), mas desse jeito fica complicado, né, não? 

Escrito por UOL Esporte às 11h19
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As 'Olimpeladas'

 

Elas vão argumentar que as Olimpíadas da Antiguidade eram disputadas com todo mundo nu. As fotos sexys, contudo, são parte do marketing dos esportistas, principalmente, da ala feminina. Para destes Jogos, algumas peladonas já estão escaladas. 

 

A Austrália veio com Erin Phillips (acima à esquerda). Ela é titular da seleção de basquete do país, que é a atual campeã mundial e desde Atlanta-1996 está no pódio olímpico, mas tem os EUA como grande carrasco. Os dirigentes gostaram do ensaio dela com lingerie. “Qualquer publicidade para o nosso basquete é válida”, disse o porta-voz da federação australiana, Ben Hawes.

 

Já a britânica Victoria Pendleton (à direita) posou para o jornal “Daily Mail” de vestido longo ao lado de sua parceira bicicleta, que lhe garantiu dois ouros no último Mundial. Mas a campeã das atletas “saidinhas” é a norte-americana Amanda Beard. Após vários ensaios sensuais, ela decidiu aparecer em pêlo em edição da revista Playboy.

Escrito por UOL Esporte às 06h58
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Banho japonês vira lugar para organizar tática

Os japoneses armaram um esquema bem íntimo de conversar sobre a tática nas provas de velocidade do atletismo. Aos 36 anos, Nobuharu Asahara resolveu conversar com seu parceiro de equipe enquanto ensaboa seu corpo durante o banho coletivo.

 

"Os atletas ficam bem próximos ali e tenho sido bombardeado por perguntas”, revelou Shingo Suetsugu, companheiro do experiente Asahara. “Realmente ajuda falar durante o banho coletivo. Ele [Asahara] está sempre disposto a ajudar e sempre se mostra calmo”, completou. Asahara, o “tiozinho” da turma, mostra que está gostando da história. “A diferença de idade não me incomoda. Tento ser amigo de todo mundo”, relatou.

 

Escrito por UOL Esporte às 04h45
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Azar no amor, sorte nos Jogos

Os nadadores australianos Eamon Sullivan e Stephanie Rice resolveram terminar o namoro que já durava dois anos às vésperas das Olimpíadas de Pequim. A razão do fim do relacionamento? Dizem ser os Jogos...

 

“Nós dois concordamos que ficar juntos não seria uma coisa que funcionaria durante este mês. Então decidimos terminar”, disse Sullivam, único que topou falar sobre o fim do relacionamento. Stephanie evitou comentar o assunto.

 

Juntos, os nadadores treinam com os demais membros da seleção australiana de natação em Kuala Lumpur, na Malásia.

Escrito por UOL Esporte às 02h08
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29/07/2008

UOL em Macau: os chineses

Não é novidade que só chinês entende a língua que eles falam. A pronúncia é impossível, com um labirinto de entonações virtualmente indecifrável para quem cresceu falando papai e mamãe.

Outro aspecto difícil de entender por aqui é a voracidade dos chineses. Para fazer qualquer coisa. No café da manhã, por exemplo. Eles atacam o buffet com tamanha vontade que quem está assistindo pensa que os alimento não serão repostos. Cada novo alimento sofre a mesma coisa.

Nas ruas é a mesma coisa. Em um dia normal, testemunhei chineses esperando na entrada de uma loja pelo horário de abertura das portas. Assim que a loja começou a funcionar, eles saíram correndo, para serem os primeiros a serem atendidos. Perguntei e me garantiram: a loja não estava em oferta e o primeiro cliente não teria tratamento especial.

É esse aspecto da personalidade chinesa que assusta o mundo. Parece que em todos os aspectos eles dão o máximo, como se a vida dependesse disso. Esse deve ser o motor que gira a roda de desenvolvimento que fez da China uma das economias mais poderosas do mundo.

E, claro, deve ter sido assim com os preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim. E, pode esperar, será assim com os atletas chineses na briga pelas medalhas.

Escrito por Bruno Doro às 11h57
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Diplomacia gastronômica entre Japão e China

Campeão olímpico em Atenas nos 100 m e 200 m peito, Kosuke Kitajima, um dos ídolos japoneses em Pequim, chegou à Vila Olímpica cheio de diplomacia. “É a comida em vila de atletas mais saborosa que já comi”, afirmou o nadador para a imprensa do seu país nesta terça-feira.

 

O elogio respondeu ao medo dos japoneses quanto à comida chinesa. Este ano, o país anfitrião das Olimpíadas teve uma relação complicada com o Japão na exportação de comidas, depois que em algumas delas foram achados pesticidas.

 

Depois de testar as facilidades da Vila Olímpica, Kitajima e o grupo da natação japonês viajaram para a Coréia do Sul para terminar o treinamento. Pelo lado feminino, Ai Shibata, ouro nos 800 m livre em Atenas, não gostou apenas de uma coisa. “Eu quero relaxar, mas não tem nenhuma banheira aqui”, afirmou.

Escrito por UOL Esporte às 03h58
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A atleta que odeia tênis de mesa

Após quase 50 anos sem conquistar uma medalha olímpica, Cingapura deposita suas esperanças de pódio em Pequim em uma mesa-tenista que prefere tocar piano a praticar seu esporte.

 

Li Jia Wei, de 26 anos, é a oitava colocada do ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), mas está longe de ser uma apaixonada por sua profissão.

 

“Eu não gosto do jogo. Apenas comecei a praticar tênis de mesa quando era mais nova para manter a forma. Agora esta é minha carreira e eu tenho que encarar”, diz a atleta, que garante, porém, estar comprometida em dar o melhor nos Jogos.

 

“Se eu não achasse possível ganhar uma medalha, não estaria indo jogar”, finaliza Li Jia Wei, capitã da equipe de Cingapura em Pequim.

Escrito por UOL Esporte às 01h38
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28/07/2008

Ele (ou ela) está entre nós

 

A senhora Chen Yan, 52, foi descoberta por um programa de TV em Sichuan. E, desde 2005, vive percorrendo o país e participando de apresentações como imitadora do líder Mao Tsé-tung, homem que comandou a China desde a Revolução Comunista de 1949 até sua morte na década de 70. Como a China continua comunista no papel e na sua política centralizadora, o curioso é que as estátuas e pôsteres de Mao estão por toda parte do país, ao contrário do triste destino de seus similares do bloco soviético. E a imitação de Chen é respeitosa, não há nenhum humor ou ironia na personificação. Por outro lado, ela deve que adotar um sapato que aumenta sua altura a 1,80 m e cortar o cabelo simulando entradas, como tinha o "Grande Timoneiro". (Fotos: Reuters)

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 18h46
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Prévia da abertura das Olimpíadas?

 

O ator Jackie Chan está ensaiando o funk carioca de MC Marcinho para cantar na abertura dos Jogos Olímpicos? Será uma homenagem à candidatura do Rio-2016? Nada disso. É mais uma das montagens inusitadas que circulam na Internet. O curioso que os movimentos labiais do ator-cantor-lutador e os passos dos bailarinos coincidem com o ritmo da música "Glamurosa". Também não é para menos: o pop chinês e o brasileiro, afinal, obedecem às mesmas regras da indústria fonográfica. 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 18h16
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Perfil

Os repórteres: Bruno Doro, Bruno Freitas, Lello Lopes e Rodrigo Bertolotto estão na China e fazem a cobertura jornalística do UOL Esporte dos Jogos Olímpicos de Pequim

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