UOL Olimpíadas 2008 Blogs dos Atletas
 

Blog dos Enviados

23/08/2008

Viva a cervejinha

             

 

Agora está explicado porque as jogadoras de vôlei da China estavam tão empolgadas com o bronze olímpico (atrás de EUA e Brasil), depois de serem ouro em Atenas-2004. Feng Kun, Yang Hao, Liu Yanan, Li Shan e Wang Lina, titulares do selecionado anfitrião, propagonizam atualmente propaganda da cerveja Yanjing e...deram retorno para seus patrocinadores com o pódio. Outros atletas do país, como os gigante Yao Ming, que é garoto garoto-propaganda da concorrente Tsingtao, também não duvidam em anunciar bebidas com álcool, na febre que vive o mercado publicitário na China. Até Liu Xiang, atleta dos 110 m com barreiras que, machucado, não entrou na disputa, empresta sua imagem para a fábrica de cigarro Baisha. Sem limites.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 13h45
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Atleta passa mal após ritmo alucinante na canoagem

 

A cena foi, no mínimo, inusitada. Enquanto o russo Maxim Opalev comemorava o ouro na canoagem C1 - 500m, o espanhol David Cal, que ficou com a prata, não conseguia segurar o vômito ao seu lado no pódio, exausto depois de percorrer 500 metros em um ritmo alucinante.

 

Na mesma disputa, o ucraniano Iurii Cheban, terceiro lugar, já havia desmaiado após a linha de chegada e teve que ser resgatado da água. Cheban e Cal, que mal podiam caminhar, tiveram de ser conduzidos por voluntários para irem à sala de imprensa.

 

Já no caso de Opalev , a medalha de ouro foi o melhor fortificante: no caminho até o encontro com os jornalistas, dançou e sacudiu a bandeira de seu país, eufórico pela vitória sobre o favorito espanhol na final.

 

Em provas de curta distância, os participantes não se poupam. Na final de velocidade C2 - 1000 m, sexta-feira, o alemão Thomasz Wylenzek passou mal e saiu direto da prova para o hospital, depois de conquistar a medalha de prata com seu compatriota Christian Gille.

(Foto: Kevork Djansezian/AP)

Escrito por UOL Esporte às 08h27
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22/08/2008

Ronaldinho: 10 horas por xixi olímpico

 

O registro para a posteridade dos Jogos de Pequim ganhou um pequeno verbete na seção de futilidades a respeito da estrela brasileira Ronaldinho Gaúcho. Para desespero de funcionários do antidoping, empregados de estádios e jornalistas, o medalhista de bronze do futebol bateu todos os recordes no quesito xixi.

 

Sorteado para o exame antidoping três vezes seguidas, após as partidas contra Camarões, Argentina e Bélgica, Ronaldinho acumulou quase 10 horas para preencher o tubinho com amostra de urina, somando as três ocasiões.

 

"Parece pegadinha. É sempre comigo", desabafou o camisa 10 da seleção depois das três horas para cumprir o exame em Xangai, após a vitória sobre os belgas na decisão do bronze, na sexta-feira.

 

"Mas é sempre assim comigo. Sempre demorei. Faço pouco xixi, até no dia-a-dia mesmo. O doutor falou que algumas pessoas são assim mesmo", emendou Ronaldinho, na explicação a respeito da dificuldade para se livrar do protocolo do antidoping.

 

Enquanto Ronaldinho lutava na sala de exame, a delegação da seleção brasileira já estava há tempos longe do estádio de Xangai, já no hotel. À espera do meia-atacante, um punhado de jornalistas se divertia com o tema musical das Olimpíadas cantado desordenadamente por um grupo de voluntários animados na madrugada de Xangai.

 

Do outro lado, um repórter italiano, sequioso por uma misera declaração de Ronaldinho a respeito de seu clube Milan, resmungava sobre a espera pelo craque: "Isso é surreal, surreal!".

 

Crédito da foto: Nam Hoang Dinh/AFP

Escrito por Bruno Freitas às 14h50
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O dia em que Bolt Parou

Nos passeios pela vila olímpica, os atletas, mesmo imersos no ambiente da competição, têm tempo de espairecer um pouco. Para os brasileiros, mesmo os mais experientes, é também uma oportunidade de encontrar grandes nomes do atletismo internacional, como o jamaicano Usain Bolt, campeão olímpico nos 100 m e 200 m rasos, e novo recordista mundial nas duas provas.

 

“Aqui a gente vê atletas que só víamos pela televisão”, conta empolgada Maíla Machado, que competiu nos 100 m com barreiras.

 

“Somos atletas mas também temos nossos ídolos, que admiramos ver correr, saltar, jogar, nadar. Eu sempre estou atenta em tudo. Não gosto de perder nenhum lance!”

 

A capixaba Lucimar Teodoro, corredora do revezamento 4 x 400 m, não perdeu a chance e tirou uma foto com o novo astro da Jamaica. “Ele é super simples. Foi bem querido comigo”, afirmou. Segundo a atleta brasileira, o Bolt da vila não lembrou o das pistas, piadista, mordaz, que não esconde sua pirraça em deixar o mundo inteiro comendo poeira.

 

Lucimar, que assistiu a todas as competições do atletismo no Ninho de Pássaro, falou da atitude do campeão, tão criticada nos últimos dias, inclusive pelo brasileiro Sandro Viana, que o acusou de falta de espírito olímpico durante as eliminatórias dos 200 m. “Ele é um moleque ainda”, diz Lucimar, sem cerimônia. É verdade. Aos 22 anos, o campeão, que já é comparado a Bob Marley em seu país (faltam os dreadlocks), reina na pista olímpica de Pequim, todo bobo.

 

As meninas do Brasil entram na pista nesta sexta, às 8h40 (hora de Brasília), para a primeira rodada eliminatória no revezamento 4 x 400 m. “Ai, amanhã é nossa prova, né?”, lembra Lucimar, ansiosa. A corredora promete o que pode: a equipe se preparou ao máximo e dará seu melhor na pista.

 

De qualquer maneira, já valeu a pena. Lucimar fez o que ninguém mais conseguiu em Pequim: com sua câmera fotográfica, ela parou o homem mais veloz do mundo. Por um segundo, é claro, o que já é uma eternidade quando se trata de Usain Bolt.

Escrito por UOL Esporte às 08h45
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21/08/2008

"Ursinho amuleto" não deu sorte

Diversão é o que não faltava na concentração das meninas de pólo aquático feminino dos Estados Unidos. A maioria possui blogs na Internet, onde postam mensagens direto de Pequim quase que diariamente. Entre as preferidas dos internautas está Heather Petri. Vinte e quatro horas antes da final com a Holanda, que ocorreu nesta quinta (com vitória das européias por 9 a 8), a atleta reservou um tempo para um post. Nele, a atleta conta como surgiu a idéia de comprar ursinhos de pelúcia e transformá-los em símbolo nacional.

 

Tudo começou durante alguns jogos preparatórios em San Diego (EUA), quando Heather ficou com inveja do presente que a sua companheira de quarto, a goleira Betsey Armstrong, ganhou de um colega: um ursinho de pelúcia estilizado que vestia as cores da bandeira norte-americana.  Com o intuito de trazer sorte à seleção, o amigo de Betsy comprou as roupinhas com símbolos norte-americanos e criou um urso “bem patriota”.

 

Heather ficou encantada com o bichano e não se conteve. Ela e sua colega de equipe  Natalie Golda saíram às compras para montar um ursinho. O mais estranho é que as jogadoras simularam um presente; Nat criou um para Heather e vice-versa.

 

As atletas de pólo fizeram as trocas e deram nomes aos seus respectivos ursinhos. Heather deu o nome de China e Natalie de Olive – uma menção a um dos itens recebidos durante a premiação das Olimpíadas de Atenas, onde elas receberam a medalha de bronze.

 

Além de um vídeo caseiro, as duas tiraram fotos. O urso de Heather tem até uma medalha para simbolizar o sucesso que elas teriam em Pequim. Não dá para ver se é de prata, mas o fato é que a medalha de ouro não veio. Será que o ursinho deu má sorte?

Escrito por UOL Esporte às 14h50
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Sem medalha, Paraguai chama a atenção

 

Já na cerimônia de Abertura dos Jogos, a câmera da transmissão oficial focalizou bastante a porta-bandeira quando a delegação paraguaia entrou no estádio Olímpico. Depois voltou a ela na confraternização final dos atletas. Na seletiva do lançamento de dardo, foi a vez dos fotógrafos das agências internacionais se encantarem com as formas de Leryn Franco (como na foto acima à direita). Mas a atleta de 26 anos e em sua segunda Olimpíada está acostumada aos flashes. Afinal, além dos ensaios sensuais, ela já concorreu ao concurso de miss Paraguai e já disputou o Miss Bikini Universe até. Tanto na passarela como na pista atlética não levou o título. Em Pequim, viu de longe o pódio (foi 51ª), mas teve seus segundos de fama.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 14h40
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Scheidt galanteador

Robert Scheidt, bicampeão olímpico pela classe Laser, conquistou em Pequim o vice-campeonato da classe Star junto ao companheiro Bruno Prada. Para Scheidt, no entanto, a medalha de prata teve um sabor especial. Minutos depois da chegada, quando soube que tinha conquistado o segundo lugar e não o terceiro, Robert disse à sua namorada, a lituana Gintare Volungeviciute: "É pra combinar com a sua". Gintare Volungeviciute também é velejadora e competiu em Pequim na classe Laser Radial, conquistando o segundo lugar.

As Olimpíadas de Pequim parecem ser as "Olimpíadas dos Casais". Robert e Gintare não são os primeiros "parceiros" a conquistarem medalhas nesta edição dos Jogos. O casal Katerina e Matt Emmons também faturaram duas medalhas de prata, que vieram no tiro. Ele foi segundo na carabina deitado e ela na carabina de três posições.

 

- Veja mais cenas românticas nos Jogos de Pequim...

- Reação leva Scheidt e Prada à prata

- Torben vai duelar com Scheidt

Escrito por UOL Esporte às 05h46
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Após gafe, Rei diz que Marta é a 'Pelé de saias'


Crédito: REUTERS/Gil Cohen Magen

 

Apresentado nesta quinta-feira em Pequim como embaixador da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016, Pelé pontuou seu discurso no evento com frases de impacto e uma gafe, que aumenta o folclore de pequenos deslizes orais em volta do 'Rei do futebol'.

 

No discurso que vendia a candidatura do Rio aos Jogos de 2016, na briga com Madri, Tóquio e Chicago que será decidida no próximo ano, Pelé argumentou em dois momentos diferentes que uma vitória brasileira no pleito poderia agraciar a América Latina com sua primeira Olimpíada. No entanto, o tricampeão mundial se esqueceu da edição de 1968, abrigada pela Cidade do México.

 

Em seguida, Pelé fez comentários elogiosos a respeito de Marta, camisa 10 da seleção feminina do Brasil.

 

"A Marta é a Pelé de saias. Antigamente não tínhamos grandes jogadoras no Brasil. Aparecia mais as norte-americanas, como a Mia Hamm. Mas hoje temos a Marta", declarou o embaixador do Rio-2016.

Escrito por Bruno Freitas às 05h29
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20/08/2008

Top five totalmente sem-noção

Os chineses tiveram aulas de boas maneiras para receber os Jogos, com direito a multa para quem cuspisse na rua. Mas alguns jornalistas brasileiros mostraram em recintos olímpicos que nem com internato de etiqueta vão se comportar como o devido. Por isso, aqui vão as cinco principais mancadas da imprensa verde-amarela até agora em áreas oficiais de competição: 

 

5º lugar - Repórter de uma revista semanal perguntou para César Cielo depois da conquista do ouro: “E aí, Tiago, como foi ganhar essa medalha?”

 

4º lugar - Jornalista de outra revista semanal novamente vitimou o dourado Cielo: “Se o Michael Phelps nadasse sua prova, você perderia, não é?”

 

3º lugar - Enviado de publicação brasiliense correu e agarrou a recordista russa Yelena Isinbayeva depois de sua entrevista coletiva. Tudo para tirar, de rostinho colado, uma foto para seu arquivo pessoal.

 

2º lugar – Radialista paulista tirou a camiseta na tribuna de imprensa do vôlei de praia e assistiu de peito nu à semifinal.

 

1º lugar – Repórter mineiro interrompeu a coletiva do técnico de vôlei José Roberto Guimarães para fazer uma piada sobre o sumiço da vara da saltadora Fabiane Murer. A entrevista terminou ali, com o constrangimento geral.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 14h09
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Beijei o guaxinim

Cantada por dezenas de artistas e com duração de mais de seis minutos, a música “Beijing Huan Yin Ni” é o mantra nos estádios e ginásios olímpicos: toca o tempo todo. Parece método para acalmar aglomerações humanas, afinal, seu ritmo é um sonífero, e a melodia parece de canção infantil. Até Jackie Chan e Jet Li aparecem em seu videoclipe, com locações em toda China. Não entendendo o significado da letra de “Beijing Huan Yin Ni” (Bem-vindos a Pequim), os jornalistas brasileiros batizaram a música de “Beijei o Guaxinim”, pela sonoridade do refrão cantado por Jackie Chan. Confira abaixo:

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 13h54
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Dunga: pancada gratuita no futebol inglês

 

O que o futebol inglês tem a ver com a derrota da seleção brasileira de futebol para a Argentina na semifinal olímpica? Absolutamente nada, na teoria. No entanto, o momento de maior tensão na coletiva de imprensa do técnico Dunga após o revés de seu time por 3 a 0 para os tradicionais arqui-rivais teve a Inglaterra como inesperado foco de discussão.

 

Dunga foi questionado em inglês por um jornalista dos Estados Unidos na coletiva: "Seu time teve dois jogadores expulsos e sofreu três gols. Onde está o 'jogo bonito' do Brasil?".

 

De bate-pronto, o técnico brasileiro disparou de volta, aparentemente se equivocando a respeito da nacionalidade do interlocutor: "Seria maravilhoso se pudéssemos marcar gols em todos os jogos. Assim como seria maravilhoso se a Inglaterra tivesse ganhado mais Copas do Mundo, não só aquela que ganhou década de 60, né?".

Escrito por Bruno Freitas às 04h25
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Sabedoria chinesa, de ídolo para ídolo

 

 

O ídolo chinês do basquete Yao Ming comoveu-se com o infortúnio de outro rei da popularidade na China, o ex-campeão olímpico dos 110 metros rasos Liu Xiang, e mandou uma mensagem de apoio a seu compatriota.

 

Xiang, que emocionou a torcida chinesa ao tentar competir mesmo com uma lesão no pé, foi obrigado a desistir da disputa, na qual era favorito. Ming enviou uma pequena mensagem de texto ao treinador de Liu, Sun Haiping, e pediu ao atleta que esqueça o mais rapidamente a decepção.

 

“Vi a corrida, foi uma pena. O que determina o êxito na carreira de um atleta é o conjunto de resultados que consegue durante sua vida. Você tem que esquecer esta corrida. O caminho é longo, siga adiante”, escreveu Yao, que joga na NBA.

 

O sonho chinês de conquistar o bicampeonato nos 110m com barreiras acabou após um largada queimada no “Ninho de Pássaro”, quando Liu teve a certeza de que não poderia correr e desistiu da prova, frustrando a entusiasmada torcida chinesa presente no estádio.

Escrito por UOL Esporte às 04h14
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“Suco Gummi” dá força para Fábio Luiz em Pequim

Exausto após vencer os campeões olímpicos Ricardo e Emanuel nas semifinais do vôlei de praia dos Jogos Olímpicos de Pequim, Fábio Luiz senta para conversar com a imprensa na sala de conferências da Arena de vôlei de praia de Chaoyang.

 

Papo vai, papo vem, e ele começa a preparar uma bebida vermelha. 

 

Questionado sobre o que vai beber, ele brinca: “é o suco gummi”. Depois, entrega uma das garrafas a Márcio e dá uma golada forte em sua bebida. Para quem não sabe, ou não se lembra, ‘suco gummi’ era uma poção mágica que dava aos ursinhos gummi mais força e agilidade no desenho animado que fez certo sucesso no ‘Xou da Xuxa’ nos anos 80.

 

A bebida de Fábio Luiz pode não ser mágica, mas ajuda o atleta a recuperar as energias perdidas em quadra. Mesmo assim, ele já perdeu quatro quilos desde que os Jogos Olímpicos começaram. Agora, o jogador vai precisar de uma nova dose de ‘suco gummi’, já que na sexta-feira vai decidir a medalha de ouro olímpica contra os norte-americanos Phil Dalhausser e Todd Rogers.

Escrito por Lello Lopes às 02h26
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Para Phelps, difícil é aprender mandarim

 

Invencível dentro das piscinas em Pequim, o norte-americano Michael Phelps sofreu como qualquer outro mortal fora delas para tentar se comunicar com os chineses. Em entrevista a jornais da China, o nadador de 23 anos afirmou que foi mais fácil ganhar as oito medalhas de ouro do que trocar algumas frases em mandarim.


“É a coisa mais difícil que já tentei na minha vida. Comecei a estudar chinês pouco depois de aprender francês e alemão”, disse Phelps.


O astro das piscinas afirmou que até consegue falar um pouco e entender algo, mas que tem muita dificuldade com as diferenças entre palavras, letras e pronúncias. Solicitado a falar algumas frases no idioma, porém, Phelps riu e desconversou. “Meu sotaque não é muito bom. Não quero passar vergonha”, brincou o dono de sete recordes mundiais em Pequim.

Escrito por UOL Esporte às 02h16
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19/08/2008

Argentinos exaltam “humilhação” e goleada “inesquecível” ante o Brasil



Os jornais argentinos exaltaram o feito da seleção olímpica do seu país contra o Brasil nesta terça-feira em Pequim. “Humilhação” e “goleada inesquecível” foram alguns dos termos usados.

 

O Clarín estampa em sua manchete principal do site o seguinte enunciado. “A seleção humilhou o Brasil e chegou a final dos Jogos Olímpicos”. No site, inclusive, eles disponibilizaram uma enquete em que as pessoas opinam se a vitória de hoje foi o maior feito da seleção argentina nos últimos dez anos.

 

Já o Lá Nacion em seu blog olímpico diz que a Argentina saboreia a glória em Pequim. “Os corações vibram no ritmo de uma vitória grande”. O triunfo é descrito como uma goleada inesquecível.

 

E alguns podem se perguntar: e o Olé? O jornal conhecido por suas provocações e manchetes criativas ficou por um tempo com a sua página da Internet inacessível. Por que será? Muita quantidade de acessos ao mesmo tempo?    

Escrito por UOL Esporte às 12h16
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Com seis medalhas em Pequim, COB recebe crítica "interna"

 

 

 

O site oficial do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) foi invadido nesta terça-feira por hackers, que fizeram críticas às apresentações do Brasil nas Olimpíadas. Em meio às notícias do desempenho brasileiro nos Jogos de Pequim, como a medalha de bronze conquistada por Fernanda Oliveira e Isabel Swan na classe 470s da vela, os hackers estamparam manchetes provocativas.   

 

Uma das frases inseridas pelos hackers dizia, salvo os erros de português, que "o Brasil está um lixo nessas Olimpíadas". O COB até que agiu rápido e tirou o site do ar para tentar normalizar a página.

 

Com seis medalhas e apenas um ouro, após onze dias de competição, o Brasil está na 38ª posição no quadro de medalhas, longe do seu melhor desempenho – Atlanta-1996, com 15 medalhas.

 

No entanto, modalidades tidas como favoritas como futebol, vela e vôlei ainda seguem na briga. Além disso, novas surpresas como a judoca Ketleyn Quadros e as meninas da vela podem coroar o desempenho brasileiro em Pequim. E, quem sabe, superar Atlanta.

Escrito por UOL Esporte às 06h04
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Chutar o bumbum das russas? Isinbayeva responde a 5,05 m de altura

Quando Jennifer Stuczynski venceu a seletiva norte-americana para os Jogos Olímpicos de Pequim, com a marca de 4,92 m, então a melhor marca do ano, declarou em bom som: “Espero ir para Pequim fazer um estrago. Chutar o bumbum das russas (Kick some Russian butt)”.

A resposta furiosa de Yelena Ysinbayeva veio rápida, alta e com um feito nunca antes alcançado. Na final do salto com vara, a norte-americana foi prata com 4,80 m, enquanto a russa quebrou o recorde mundial com 5,05 m.

“Eu não sou surda. Como ela pode falar algo assim? É claro que fiquei brava. Qualquer um ficaria. Ela nunca me derrotou e fica falando essas coisas... Se ela queria saber o que eu tinha a dizer sobre isso, agora ela sabe. Primeiro, ela tem de me respeitar”, afirmou a russa.

Escrito por Bruno Doro às 02h52
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18/08/2008

Lições de chinglish

 

Assim como tentou barrar o costume chinês de cuspir em público, Pequim fez uma campanha para acabar com o "chinglish" das placas e produtos do país-sede dos Jogos Olímpicos. Mas, aqui em volta, você pode pode conferir alguns exemplos. Strange juice, na verdade, é um tutti-fruti. Já a placa acima à esquerda, é sobre frutas espalhadas. Abaixo se vê uma indicação politicamente incorreta de banheiro para deficientes físicos. E, do lado, um depósito de gimbas de cigarro. O chinglish é uma caixinha de surpresa, graças às tentativas de traduzir os ideogramas para as palavras inglesas.  

 

 

 

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 15h06
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Bernardinho dá ‘cartão vermelho’ para Ronaldinho

COB/Divulgação


A presença de Ronaldinho Gaúcho na Vila Olímpica agitou também a concentração dos jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei. O craque do futebol se encontrou com os atletas campeões olímpicos, mas logo recebeu um cartão vermelho do técnico Bernardinho.


“Ontem eu tive que expulsar o Ronaldinho Gaúcho, que estava no nosso andar na Vila Olímpica. Eu dei seis minutos para ele, depois pedi para ele ir pedalar”, brincou o treinador da seleção brasileira de vôlei.


Bernardinho nem viu a visita de Ronaldinho. “Estava na caverna”, disse, falando sobre o local onde a comissão técnica estuda os adversários.


O treinador revelou o clima que tomou conta da Vila Olímpica após a chegada da seleção brasileira de futebol, principalmente graças à presença de Ronaldinho Gaúcho. “A Vila toda está encantada com ele”, disse Bernardinho.


O técnico, que chegou a ter seu nome cogitado para assumir a seleção antes da contratação de Dunga, aproveitou o papo sobre futebol para defender o companheiro de profissão. “O Dunga é o símbolo de superação. Ninguém agüentaria o que esse cara agüenta”, afirmou.


A seleção de futebol, que em Pequim tenta ser campeã olímpica pela primeira vez, enfrenta a Argentina nesta terça-feira pelas semifinais. Já o time de vôlei, em busca de sua terceira medalha de ouro, tem um compromisso bem mais fácil, contra a China, na quarta-feira.

Escrito por Lello Lopes às 05h08
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Superstar chinês, Bora escolhe o Brasil

Quem é que vem lá no centro internacional de imprensa dos Jogos de Pequim, cercado de tanta gente e tantos flashes de câmeras? Seria Michael Phelps, Usain Bolt ou algum outro herói olímpico? Que nada, o alvo de tanta atenção é o técnico sérvio de futebol Bora Milutinovic.

 

Bora tem um currículo em Copas impressionante, com participações honrosas com México (1986), Costa Rica (1990), EUA (1994) e Nigéria (1998), mas é tratado com reverência especial na China, por ter levado o país ao seu único Mundial, em 2002. Talvez por isso, a palavra do sérvio tem tanto peso.

 

"Tenho um blog aqui na China, com mais de 20 milhões visitas. Nada mal, hein?", se vangloria o técnico de 63 anos, que está nos Jogos de Pequim apenas como um mero espectador.

 

Depois de furar o espesso cerco de fãs locais em torno do treinador, a reportagem do UOL Esporte conseguiu ouvir do 'guru do futebol chinês' uma opinião a respeito do confronto entre Brasil e Argentina na semifinal das Olimpíadas.

 

"A Argentina tem o peso de ser a atual campeã olímpica, mas me parece que esse time do Brasil joga com mais velocidade. E ainda tem Ronaldinho", comentou o técnico que mais seleções diferentes comandou em Copas.  

 

Crédito da foto: Agência EFE

Escrito por Bruno Freitas às 02h12
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17/08/2008

Trapalhada olímpica

 

Você lembra desse senhor no canto esquerdo da foto? É ele mesmo: o dirigente mexicano Mario Vazquez Raña esteve neste domingo no estádio Olímpico para entregar as medalhas para as vencedoras da maratona olímpica. O protagonista do “ooooooooooiiiiiii” no Maracanã durante a abertura do Pan-2007 quase se envolveu em novo episódio bizarro.

 

Tudo porque o pódio foi armado a poucos metros da área de lançamento de martelo. E não é que um martelo caiu a uns três metros da cerimônia das medalhas após atravessar mais de 70 metros no estádio Olímpico. A romena Constantina Tomescu (à direita na imagem) até olhou para trás, para ver se não era alvejada, antes de pegar seu ouro das mãos do mexicano. Perigo!

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 16h06
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Macaquice no Parque Olímpico

 

Foi só um sujeito inventar de tirar essa foto que vários começaram a imitar o ângulo. Tudo para parecer que o turista está segurando na mão a pira olímpica. Os fotógrafos amadores custavam a achar a posição certa, obrigando a vários disparos de flash e diversas poses dos modelos. Mas, ao final, tinham sua recordação bem original da Olimpíada de Pequim.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 15h50
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Phelps, o grande...filhinho da mamãe

 

 

Além dos feitos dentro da piscina, o nadador norte-americano Michael Phelps tem outra característica marcante: a forma como ele se relaciona com a sua mãe, Deborah Phelps. Momentos depois de ter conquistado a medalha de ouro do revezamento 4 x 100 medley que lhe garantiu a quebra da marca do lendário Mark Spitz, Phelps simplesmente disse: “quero muito só poder ver a minha mãe”.

 

A deferência do fenômeno norte-americano com a sua mãe e as duas irmãs (Whitney e Hilary) durante os Jogos Olímpicos pôde ser notada facilmente por quem freqüentou o Cubo d’água de Pequim. Todos os ramos de flores que ele recebeu em cada um dos oito pódios que subiu foram dados aos seus familiares. E o próprio Phelps admitiu que a opinião da sua mãe conta muito na hora de ele avaliar o que irá fazer na carreira.

 

“Minha mãe disse que me quer no time norte-americano, para que ela possa continuar viajando. Então, se é desejo de mamãe, vamos continuar treinando para fazer isso acontecer”.

Escrito por UOL Esporte às 11h41
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Atirador azarado é consolado pela esposa


 

O norte-americano Matthew Emmons tem sorte no amor.

Sua talentosa esposa Katerina, medalhista de ouro no tiro pela equipe da República Tcheca, é uma companheira atenciosa, presente em todas as provas para assistir ao desempenho do marido nas competições de tiro em Pequim.

No jogo, no entanto, a sorte não acompanha o norte-americano.

Após deixar escapar o ouro em Atenas-2004, mirando o alvo errado, Emmons também ficou de fora do posto mais alto do pódio em Pequim por um erro imperdoável. No décimo e decisivo tiro da final de carabina três posições, o azarado atirador fez um disparo primário e saiu da liderança para o quarto lugar da prova. Precisando de um marca razoavelmente próxima ao centro do alvo, Emmons fez apenas 4,4 pontos - o pior tiro até então havia somado 7,7 pontos.
Após a decepção, restou a Emmons o consolo da bela Katerina (foto).

Clique aqui para ler mais sobre a prova.

Escrito por UOL Esporte às 05h08
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16/08/2008

Esse garoto vale ouro

O nadador César Cielo não conseguiu acordar neste domingo chinês para estar ao vivo no Jornal Nacional da noite de sábado (lembrem que o relógio em Pequim está 11 horas na frente do Brasil). Depois da maratona de seletivas, finais e entrevistas nos últimos dias, o garoto dourado de Santa Bárbara d´Oeste deu balão na vitrine que a Rede Globo montou para ele. A produção do canal ficou ainda mais raivosa porque Cielo também desmarcou a ida à Grande Muralha para uma sessão de imagens no cartão postal do país.   

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h58
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Do you want tickets?

             

 

A foto acima mostra um trio de cambistas em uma esquina a 100 metros do estádio Olímpico. As bolsas a tiracolo entregam de cara que não faltam ingressos nas mãos desses revendedores de entradas, atividade ilícita na China, mas para a qual os policiais a poucos metros faziam vistas grossas, afinal, estavam mais preocupados com os terroristas que podem alvejar Pequim. Os cambistas ofereciam ingresso para a prova mais esperada para os chineses: a final dos 110 m com barreira, na qual o local Liu Xiang busca seu bicampeonato olímpico. O preço: 4.000 yuans (R$ 1.000). Alguém aceita? 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 14h09
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Bernardinho, o conselheiro

Acostumado a dar palestras pelo Brasil, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, também faz às vezes de conselheiro na Vila Olímpica de Pequim. E uma conversa com o treinador pode ter ajudado o país a conquistar a sua primeira –e até agora única- medalha de ouro na China.

 

Na sexta-feira, Bernardinho teve um bate-papo rápido com César Cielo. “Eu disse para ele ter boa sorte e se manter com a cabeça concentrada na prova”, falou o treinador. O conselho deu resultado. Cielo nadou como nunca neste sábado e venceu a prova dos 50 m livre, com direito a recorde olímpico.

 

Além do conselho, o nadador campeão olímpico também ganhou elogios do treinador campeão olímpico. “Achei ele muito confiante. Ele é extremamente positivo, sabe controlar bem a ansiedade”, disse Bernardinho, ouro nos Jogos de Atenas-2004.

Escrito por Lello Lopes às 13h14
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Brincadeira no Ninho

Dois carrinhos de controle remoto são as atrações na prova de lançamento de disco no Ninho de Pássaro, em Pequim. Os brinquedos cruzam o gramado do estádio para recuperar os discos arremessados pelos atletas. Dois voluntários, sentados na beira da pista, se revezam no trabalho de controlar os carrinhos.

Como as provas da manhã deste sábado no Ninho não se destacam pela emoção ou pelo alto nível técnico, os carrinhos atraíram o interesse até mesmo dos cinegrafistas oficiais dos Jogos.

Escrito por Lello Lopes às 00h18
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15/08/2008

Desce uma

Essa globalização reserva cada surpresa: a caipirinha se somou na lista de drinques internacionais. Nesta foto, bar no bairro pequinês de Houhai oferece a bebida. Resta saber se é feita com pinga brasileira ou com baijiu, a aguardente chinesa. E o preço parece convidativo: R$ 5.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 15h04
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Entre tiros e beijos

 

Juntos, pelo menos na alegria. Este é o lema do casal mais meloso dos Jogos de Pequim, formado pelo norte-americano Matthew Emmons e pela tcheca Katerina – eles já somam três medalhas no tiro esportivo.

 

Quando Katerina apareceu nas manchetes de todo o mundo como a primeira medalhista de ouro dos Jogos, na prova da carabina 10 m, Matthew pegou carona e protagonizou momentos românticos como na montagem acima, à esquerda.

 

Katerina esperava levar outro ouro na carabina 3 posições, mas a chinesa Li Du acabou com a festa e vingou a derrota na prova anterior. Katerina não deixou de comemorar a prata. Matthew não estava lá porque treinava com os atletas que competiriam na carabina deitado.

 

Mas a tcheca compareceu na prova do marido, em que ele terminou com a medalha de prata. Matthew, campeão em Atenas-2004 e vice da Copa do Mundo da modalidade, certamente esperava mais.

 

Talvez pela demonstração de apoio de sua esposa durante e depois da prova, ele foi ao pódio sorridente, mesmo estando um degrau abaixo do ucraniano Artur Ayvazian, que nunca havia conseguido algo melhor do que o seu quinto lugar em Sydney-2000.

 

Para o casal Emmons, o ditado popular “sorte no jogo, azar no amor” parece não se aplicar. Ainda que ambos esperassem mais de suas participações olímpicas, eles têm muitos motivos para serem felizes para sempre. Até porque se um magoar o outro, um deles vai ter que se conter e ficar longe da carabina.

Escrito por UOL Esporte às 03h58
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14/08/2008

A cueca na calçada

Outra cena pitoresca nas ruelas de Pequim são os varais instalados na própria rua para aproveitar o pouco de sol que tiver. As roupas ficam na calçada ao alcance de qualquer transeunte e ao olhar de qualquer vizinho. Mas isso não parece preocupar muito, seja pelo preço barato da vestimenta, seja porque o conceito de privacidade ou intimidade é bem menos importante em um país com 1,3 bilhões de habitantes.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 15h36
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Encontro com beldades suecas

 

A seleção brasileira teve um momento de distração nesta quinta, instantes antes do treino no complexo do Estádio Olímpico de Shenyang. Enquanto as estrelas do time de Dunga entravam em campo, a equipe feminina da Suécia se retirava. Durante o breve encontro, as belas jogadoras suecas pediram encarecidamente para tirar fotos com os ídolos brasileiros.

 

Com Ronaldinho Gaúcho no hotel, junto com a parte do grupo que realizou recuperação física, o mais requisitado entre as suecas foi o meio-campo Anderson, que chegou a bater um papo animado com as tietes. Já os outros atletas preferiram ficar de fora das fotos, como os comprometidos.

Escrito por Bruno Freitas às 11h20
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TV apagada na "hora H" impede a família de Bernard de ver a final

 

 

Enquanto Alain Bernard tentava controlar os nervos, à espera do sinal que dava início à prova dos 100m (após a conquista, o francês disse que suas pernas tremiam), cerca de 150 familiares e amigos do atleta não desgrudavam os olhos da televisão, reunidos na pequena cidade de Châteauvieux, localizada nos Alpes franceses.

 

Emocionada, a pequena torcida na França emudeceu quando foi dado o sinal em Pequim e... foi apagada a única televisão do pequeno salão de festas arrumado especialmente para a prova. Algum parente desavisado tropeçou em um cabo justamente no momento em que o atleta se atirava n'água. O alvoroço que se seguiu só foi amenizado após quase 50 segundos, quando alguém conseguiu sintonizar um rádio a tempo de ouvir o locutor francês berrando: “Alain á campeão olímpico!”.   

 

A televisão foi ligada novamente e surgiu Bernard na tela, em suas primeiras palavras após a conquista. Mas naquele momento poucos conseguiram ouvir o que o atleta dizia, pois o barulho da gritaria dos parentes e dos champanhes estourando já tomavam conta da comemoração, que reuniu um terço da população da cidadezinha francesa, de 450 habitantes.

 

Mesmo que tivesse acompanhado a prova pela televisão, a família de Bernard não poderia imaginar o sufoco que o atleta passava embaixo d’água. “Na marca dos 80 metros eu estava com dor, mas disse a mim mesmo ‘segura, segura’. Fiz o que meu técnico pediu, ‘não entre em pânico’”, disse o campeão olímpico após a vitória, mostrando que conseguiu superar a decepção da perda do ouro no revezamento 4x100m para os EUA na última braçada.

 

Leia mais aqui sobre a prova, que deu a primeira medalha para a natação brasileira em Pequim.

Escrito por UOL Esporte às 04h45
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Ritmo latino em ginásio de handebol

Os torcedores chineses aproveitaram a rodada de handebol masculino desta quinta-feira, no Ginásio Nacional de Pequim, para conhecerem algumas músicas de salsa, que foram tocadas após a partida entre Brasil e Polônia. Os donos da casa entram em quadra após o confronto entre Coréia do Sul e Islândia, contra a Espanha.

 

Através dos microfones, músicas de salsa e cumbia foram tocadas, ainda que em versões em inglês. Muitos torcedores chineses estão no ginásio agitando bandeiras do país. A China entra em quadra em busca da primeira vitória pelo grupo A da modalidade.

Escrito por UOL Esporte às 04h12
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Posição preferida

 

Chinês adora ficar de cócoras. É fácil ver por Pequim sujeitos engravatados na posição aguardando ônibus nas paradas. Outro momento para praticá-la é na hora das refeições, sendo comendo um pote de miojo como o sujeito abaixo ou tomando um refrigerante enquanto aguarda o trem, como o senhor acima. Em outro momento importante processo digestivo, os chineses se colocam de cócoras: tradicionalmente nos banheiros de lá não há privadas, e sim latrinas, com direito a uma louça onde está anatomicamente marcado onde pisar. 

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 01h17
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Fica a lição para Londres

 

A Olimpíada de Pequim nem terminou, e os londrinos já estão fazendo propaganda da sua, em 2012. Nas ruas da capital chinesa estão circulando táxis em estilo britânico com os dizeres “Think London”, vendendo a idéia de Londres como capital financeira global no país que virou o pátio de indústria do mundo.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 01h14
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13/08/2008

Esses atletas e seus nomes muito loucos - 2

 

A segunda leva reservou espaço para os nomes de competidores que parecem verdadeiras frases, com sujeito e verbo. E até tem um com direito a onomatopéia, como a chinesa Tong Tong Cai, da ginástica rítmica. Outro atleta cujo sobrenome não ajuda no esporte que pratica é o judoca Sergiu Toma, da Moldova. A lista se completa com o marroquino Youssef Baba (atletismo), o camaronês Gustave Bebe (futebol), o francês Jean Berrou (pentatlo), o venezuelano Ramon Fumado (saltos), a espanhola Tatiana Rouba (natação) e a etíope Gelete Bati (atletismo). E qual foi o destino do nadador do Benin com o nome Alois Dansou? Fez jus ao nome no Cubo De Água?

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 19h38
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Brasileiros assolam hermanos em enquete

 

Na capa de seu site, o diário esportivo Olé está realizando uma enquete sobre quem será o campeão olímpico no futebol. Embora o site seja voltado para o público argentino, o resultado parcial da enquete indica que os brasileiros já descobriram a votação.

 

Às 14h45 a seleção argentina liderava com exatos 48% dos votos, sendo seguida bem de perto pelo Brasil, com 46,2%. As demais opções quase não receberam votos. A Holanda tinha 1,9% dos cliques, a Itália somava 1,8% e os “outros países” conquistaram 2,1% dos votos até então.

 

Mas às 15h30 o Brasil já havia ultrapassado os argentinos na votação: 47,3% contra 47%, o que prova que os brasileiros, se não estão confiando na seleção de Dunga, pelo menos têm demonstrado bastante entusiasmo para sacanear os rivais sul-americanos.

Escrito por UOL Esporte às 15h56
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Hamburger x Macarrão

 

A final C do remo, na categoria skiff simples masculina, terá uma disputa saborosa entre o remador brasileiro Anderson Nocetti, conhecido como Macarrão, e o holandês Sjoerd Hamburger. Os dois fizeram a primeira semifinal para a disputa da 13ª colocação no quadro geral.

 

Hamburger ficou num sanduíche entre Macarrão e o estoniano Andrei Jamsa, mas passou à frente. Macarrão cozinhou a terceira colocação até o final e garantiu a vaga na última disputa. Nesta quinta-feira veremos qual estará mais bem preparado.

Escrito por UOL Esporte às 05h24
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12/08/2008

Guardião da tocha vira sex symbol

Da Reuters

Em Pequim (China)

 

Um belo, porém anônimo guardião da tocha olímpica está ganhando uma legião de fãs chinesas – e várias propostas de casamento.

 

Conhecido apenas como ‘segundo irmão da direita’ por causa da sua costumeira posição com que ele fica ao lado da tocha, o jovem rapaz com jeito de moleque e cabelo cortado já é uma sensação da internet e um herói nacional na China.

 

Fotos dele com o uniforme azul-e-branco proliferam nos sites da internet e da mídia chinesa. Alguns fãs, inclusive, já o comparam com Lei Feng, um soldado idolatrado da era Mao Zedong.

 

“Nós o amamos não apenas por ele ser bonito, mas porque ele representa o orgulho da China”, escreveu uma blogueira chinesa em sua página pessoal.

 

A popularidade do herói sem nome aumentou quando ele defendeu a tocha dos protestos pela liberdade do Tibete na turnê internacional antes de chegar à China para os Jogos.

 

“Tire suas mãos do meu irmão mais querido, seu policial”, escreveu outra fã, ‘Rabbit’, com a foto de um policial britânico que puxou o guardião enquanto ele lutava com um protestante em uma rua de Londres durante a parte britânica da volta.

 

Cansados da nova onda de artistas pop e estrelas de TV, os fãs idealizaram o ‘Segundo Irmão’ como uma representação dos valores antigos.

 

“Eles o cultuam por sua bela aparência, corpo bem definido em perfeita proporção, posturas refinadas e exemplares, sorriso e cortesia com os condutores da tocha, seus amigos e o público, e determinação para proteger o espírito olímpico”, diz a sua descrição na página do Wikipédia.

Escrito por UOL Esporte às 16h05
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Diretor revela fraude em Cerimônia

 

O diretor musical da cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, Chen Qigang, revelou que a menina Lin Miaoke, de 9 anos, que entoou a canção Ode à Pátria durante o evento apenas fez o playback na sua apresentação. A verdadeira cantora era Yang Peiyi (f), de 7 anos, que foi vetada para aparecer por ser menos atraente fisicamente.

 

“Queríamos dar uma imagem perfeita e pensamos que seria melhor para a nação”, declarou Chen Qigang em entrevista a uma TV chinesa.

 

Nos dias seguintes à Abertura da Olimpíada, meios de comunicação chineses aclamaram Lin Miaoke como uma estrela em ascensão no país, mas não falaram nada da verdadeira cantora, uma menina com os dentes desordenados, mas uma grande voz.

 

Os organizadores admitiram também que para a transmissão televisiva da Cerimônia de Abertura foram inseridas imagens de fogos artificiais gravadas de antemão e posteriormente editadas.

Escrito por UOL Esporte às 15h28
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Mais duas...

Com a experiência de quem conquistou uma medalha de ouro em 1988 e uma de bronze em 1996, o ex-judoca Aurélio Miguel se mostrou surpreso com o desempenho até aqui do judô brasileiro nestes Jogos Olímpicos. Mesmo assim, o ex-atleta aposta que a modalidade que o consagrou ainda irá render mais dois pódios em Pequim.

 

“A Ketleyn [Quadros] foi uma grande surpresa, mas ela teve a grandeza de conseguir, na sua primeira Olimpíada, ficar com o bronze, um feito individual inédito para as mulheres. Esse desempenho dela e do [Leandro] Guilheiro deve tirar o peso dos ombros dos outros lutadores e, com isso, eu acho que devemos ganhar mais duas medalhas”, afirmou Aurélio Miguel.

 

Para o ex-lutador, essas medalhas devem sair na madrugada desta terça-feira (pelo horário de Brasília). Segundo Aurélio Miguel, os judocas Danielli Yuri e Tiago Camilo são fortes candidatos ao pódio, mesmo que sigam os passos de Ketleyn e Guilheiro e fiquem com o bronze.

Escrito por UOL Esporte às 00h22
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11/08/2008

Piratas vestidos de seda

Rodrigo Bertolotto/UOL

 

O shopping Silk Market (Mercado da Seda) é o terceiro destino mais visitado da China, só perdendo para a Grande Muralha e a Cidade Proibida. E, nessa Olimpíada, o local está provando sua atração. Vários figurões que apareceram para a cerimônia de abertura foram conferir os preços por lá. Entre eles, o ex-presidente norte-americano George Bush (acima fotografado pelo jornal local "China Daily") se aventurou pelos estandes e corredores apertados de lá e perguntou para os vendedores se aquelas peças eram de seda mesmo (a maioria é imitação, com vestidos valendo R$ 30).
 
Também esteve por lá a primeira-dama olímpica, Anne Rogge, que comprou uma blusa de seda por 600 yuans (R$ 150, preço de um tecido legítimo). O curioso é que, entre as lojas do produto que fez a fama da China, há muitos boxes que vendem produtos piratas de marcas internacionais, alguns até com nomes bem parecidos ao original, como Ball Star, Kuma e Mike. Os EUA se queixam que perdem US$ 2,2 bilhões anuais com a pirataria chinesa, mas fazem seu ex-mandatário desfilar em uma das mecas dos falsificados.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h27
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Tanque na China lembra...

Flávio Florido/UOL

 

Apareceu nesta noite de segunda bem ao lado do centro de imprensa das Olimpíadas, o MPC, um tanque de guerra. Vários curiosos tiraram fotos na frente do veículo. Ninguém simulou, porém, a cena do homem parado na frente do tanque, lembrando a célebre imagem dos protestos por democracia em 1989, quando um homem parou uma fileira deles apenas parando na frente deles. O episódio ainda é muito delicado, afinal, o governo resiste a qualquer abertura em sua política interna.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h23
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O que dá uma mistura de Bruce Lee e Yao Ming?

Depois do filme "Shaolin Soccer", a China produziu e lançou em seus cinemas neste ano a versão basqueteira da mistura de porradaria com esporte. É "Kung Fu Dunk" (em português "A Enterrada Kung Fu"), com direito a cenas com efeitos especiais a la "O Tigre e o Dragão". O basquete é mesmo uma febre no país de Yao Ming e mais 1,3 bilhão de pessoas. Confira o trailer da produção abaixo e tire suas conclusões.

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 12h36
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Tyson Gay se diz fã de Kobe Bryant

Ele é um velocista campeão mundial e favorito ao ouro em Pequim-2008. Ainda assim, Tyson Gay sentiu-se apreensivo durante um bate-papo com o conterrâneo astro do basquete Kobe Bryant.

 

“Fiquei muito surpreso. Estávamos no ginásio e perguntei a ele se podíamos tirar uma foto”, disse Gay aos repórteres nesta segunda, em Pequim. O velocista ainda falou da resposta de Bryant, que perguntou sobre a perna de Gay, e disse que o atleta “morava em seu coração”.

 

“Minha mãe não acreditou quando eu contei”, brincou Gay.

 

Bryant, ala dos Los Angeles Lakers e melhor jogador da temporada na NBA, lidera o time norte-americano de basquete na corrida pelo ouro em Pequim-2008.

 

Os Estados Unidos bateram a China por 101 a 70 no domingo, num dos jogos mais aguardados da primeira fase. Até mesmo torcedores chineses evidenciaram sua admiração por Bryant durante a partida.

 

“Foi realmente algo importante para mim”, disse Gay. “Ele é um superstar, muito amado por aqui”. O velocista, que sofreu uma lesão no tendão da perna durante o campeonato nacional, segue como um dos grandes nomes nos 100 m.

 

Durante a cerimônia de abertura, em encontro com os jogadores de basquete na preparação para o desfile, Gay fez piada, lembrando que a multidão gritava “Ko-be! Ko-be!, e por isso se aproximou do astro da NBA, para aparecer na televisão”.

Escrito por UOL Esporte às 08h26
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Brad Pitt em Pequim

 

Boa notícia para o público feminino: Brad Pitt vai estrear nesta quarta-feira nos Jogos Olímpicos. Mas muita calma. Logicamente não é o ator e marido da beldade Angelina Jolie que mostrará seu espírito olímpico em Pequim. Na verdade, é um homônimo seu que tentará um lugar no pódio chinês. Brad Pitt é o nome do representante da Austrália entre os pesos pesados do boxe e estará na primeira rodada da categoria, que tem início na próxima quarta-feira. 

O Pitt da terra dos cangurus, que abandonou a vida de pintor e se tornou tricampeão no Campeonato da Oceania, começa sua busca por uma medalha contra o marroquino Mohammed Arjaoui. Ao contrário do que vemos nas telonas do cinema, esta disputa não terá ajuda de dublês, é claro!

Escrito por UOL Esporte às 06h55
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10/08/2008

Um hotel chamado sala de imprensa

Rodrigo Bertolotto/UOL

 

Hora: 6h30, amanhecendo em Pequim. Local: o “lounge” do Main Press Center, o prédio do Parque Olímpico que concentra os jornalistas do mundo todo.  A cena se repete a cada manhã, mudando só a quantidade de hóspedes improvisados. Na madrugada após a cerimônia de abertura, havia como dez puxando um ronco por lá, fazendo lembrar aquelas histórias de pessoas que vivem em uma lan house, sem voltar para casa e não saindo do circuito computador-sofá-banheiro. Pode ser uma opção barata para a falta de leitos. Pode ser um cochilo que se estendeu. Pode ser uma solução prática para não perder tempo entre os hotéis, os estádios e as salas de imprensa. Na China como os chineses: alguns jornalistas estrangeiros adotaram de vez a receita trabalhista local: dormir no trabalho.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 22h52
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Condenadas ao choro



Entre as páginas da revista “Beijing Weekend”, que descrevem a intensa e luxuosa vida noturna de Pequim, um anúncio lembra uma particularidade que a China olímpica tenta esconder nesses dias: o país é o recordista mundial de pena de morte, com 80% execuções. A organização Morning Tears pede doações, por meio dessa peça publicitária acima, para crianças órfãs de pais executados pelo governo chinês.

A severidade é tanta que 68 delitos diferentes podem acabar com essa punição, até sonegação de impostos, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas. O resultado é que, em uma sociedade com 1,3 bilhão de pessoas e na qual o abismo social entre ricos e pobres aumenta a olhos vistos, os índices de violência é baixíssimo se comparado ao Brasil. Por outro lado, as queixas sobre a falta de direitos humanos se multiplicam.

Oficialmente, a China executa em média 2.000 pessoas por ano, enquanto os países que a seguem nesse ranking (Irã, Arábia Saudita e EUA) não passam de 100 condenados à pena capital. Contudo, deputados chineses já deixaram escapar em entrevistas em que alguns anos o número de condenados à morte chega a 10.000. Claro que tudo isso fica a quilômetros da idílica Pequim montada para os Jogos. Mas tudo volta ao normal quando setembro chegar.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h53
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Língua de Anderson ataca de novo

Como este blog já mencionou nestas Olimpíadas (leia mais entre os primeiros posts), o meio-campo Anderson tem funcionado no ambiente de seleção brasileira como uma espécie de antídoto contra o 'futebolês', o discurso-padrão do jogador, lotado de chavões e lugares-comuns.

 

Basta deixar um microfone ou um gravador ligado na frente do jogador do Manchester United para coletar alguma declaração diferente ou inusitada. Muro não é com o jogador gaúcho.

 

Neste domingo, após a vitória do Brasil por 5 a 0 sobre a Nova Zelândia, Anderson falou sobre o sonho de atuar ao lado de Romário, outro conhecido falastrão do futebol nacional.

 

Em seguida, o camisa 7 da seleção olímpica de futebol foi questionado a respeito de Marta, destaque da equipe feminina na China, e disparou: "A Marta joga demais, mais do que muito marmanjo que só engana faz tempo no futebol brasileiro".

 

Aproveitando a onda de Anderson, fica a pergunta para o torcedor brasileiro, que se divide entre as Olimpíadas e o Brasileirão nessas semanas: a meio-atacante Marta teria lugar em seu time? No lugar de quem? Deixe o seu comentário.   

Escrito por Bruno Freitas às 11h11
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Até a tocha tem versão “ching ling”

As autoridades chinesas já estão preocupadas com as cópias piratas da tocha olímpica, afinal, as oficiais só são vendidas nas lojas licenciadas ou estão nas mãos de quem carregou a chama durante o percurso pelo país. A tocha original, fabricada nos EUA, emite frases em chinês e inglês de apoio à organização dos Jogos. Já a pirata teria até slogan como “Free Tibet”, pela autonomia da região tibetana, no sudoeste da China. Nas feiras da capital chinesa, os vendedores prometem conseguir exemplares oficiais ou nem tanto

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 03h07
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Conte-nos sobre você

O super-esquema de segurança em torno dos Jogos já mostrou suas falhas, com dois atentados à bomba na região muçulmana de Xinjiang, ataques contra turistas em Pequim e vários protestos em locais olímpicos de ativistas dos direitos humanos, Tibete, etc.

 

Outra promessa não cumprida foi a interdição da entrada no país de todo e qualquer material propagandístico contra o regime de Pequim. Fiz meu teste particular. Tinha ganho no Brasil um presente humorado que era um desodorante bucal que tirava sarro do comunismo chinês.  É o produto da foto acima: Communist Against Halitosis, o spray “Comunistas Contra o Mau Hálito”. Entre as brincadeiras nas embalagens há as seguintes frases: “Divida com seus camaradas”, “Disponível só em sua cor favorita: vermelho” e “Mais de um bilhão de pessoas não podem estar erradas”.

 

Mas o mais engraçado é a série de perguntas no verso do produto, simulando um questionário ao consumidor. As perguntas ao usuário mais parecem um inquérito policial: “Seu vizinho ama Mao Tse-Tung?”, “Seu vizinho lida com dinheiro norte-americano?”, “Quanto ganha seu vizinho?”, “Bruce Lee, herói ou traidor?” e “Onde você estava ontem à noite?” Mesmo com a revista no aeroporto, o singelo desodorante passeia hoje por Pequim tranquilamente.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 02h11
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Amigas, amigas, medalhas à parte

Convocada às pressas para disputar os Jogos Olímpicos, a jogadora de vôlei de praia Ana Paula vai passar por uma situação inesperada na próxima quarta-feira: ela vai enfrentar a sua melhor amiga na briga por uma vaga nas quartas-de-final.

Formando dupla com Larissa, Ana Paula encerrará a primeira fase do torneio olímpico contra as australianas Natalie Cook e Tamsin Barnett.

“A Cook é minha melhor amiga, como se fosse uma irmã. Antes das Olimpíadas eu disse para ela que elas iam chegar ao menos nas semifinais. Agora, eu disse que é melhor não, porque eu quero essa vaga”, falou Ana Paula.

A jogadora, que chegou a Pequim na sexta-feira, estreou no sábado nos Jogos Olímpicos com uma suada vitória de 2 sets a 1 sobre as brasileiras naturalizadas georgianas Cris e Andrezza.

Escrito por Lello Lopes às 01h15
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09/08/2008

Esses atletas e seus nomes muito loucos - 1

Entre os mais de dez mil atletas inscritos para os Jogos, alguns têm nomes que os narradores brasileiros devem rezar para não pagar o mico de ter de citá-los. A Grécia é um manancial deles, com Athanasia Tsoumeleka (atletismo), Theodoros Papaloukas (basquete) e Georgios Gazis (boxe). Já a Itália escalou Salvatore Bocchetti (futebol). Há também os competidores cujos nomes são uma verdadeira auto-crítica, como o equatoriano Andrés Chocho (marcha), a chinesa Mo Li (natação), a etíope Meseret Tola (atletismo) e a ucraniana Olena Fedorova (saltos ornamentais).

 

Outros têm sobrenomes com referências bem...digamos...corporais: a norte-americana Crystl Bustos (softbol), a portuguesa Ana Vermelhudo Cabecinha (atletismo), o italiano Marco Lingua (atletismo) e as espanholas Alba Cabello (natação) e Dolores Checa (atletismo).

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 09h18
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Guerra e Paz no Parque Olímpico

Enquanto os chefes de governo de todo mundo sorriam e acenavam na entrada das delegações, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, parecia estar em um velório quando seus conterrâneos desfilaram na abertura. E continuou de cara fechada durante toda a cerimônia. A postura empostada é porque a Rússia está em "estado de guerra" ao invadir a vizinha Geórgia para conter forças separatistas.

Na mesma arquibancada pequinesa estava George W. Bush, que fez festa quando os norte-americanos adentraram no estádio. Mesmo nesse clima, ele mandou um recado ao colega russo: não gostou que as tropas dele romperam a soberania da Geórgia. O curioso é que todos os personagens dessa nova guerra estavam no estádio em que era anunciado o slogan utópico "Um mundo, Um sonho".

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 00h57
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08/08/2008

Dragões, relógios e chocolates

Vale tudo na diplomacia com a "nova-rica" China. A Suíça, cuja cidade de Lausanne é o endereço do Comitê Olímpico Internacional, aproveitou que está cedendo provisoriamente a sede para os chineses para fazer propaganda do país. Além de montar em Pequim feira com as principais indústrias alpinas, o país dos relógios preparou um uniforme que mistura temas dos dois países, como um dragão estampado com as cores e os formatos da bandeira helvética. E ainda convocou seu ídolo máximo, Roger Federer, para carregar a bandeira na cerimônia de abertura dos Jogos.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 22h02
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Fogo mais corporativo que olímpico

Você não conhece os indivíduos carregando a tocha, assim como não conhecia até a cerimônia de abertura o sujeito que acendeu a pira olímpica de Pequim-2008. Mas tudo se encaixa. Os senhores acima são executivos respectivamente da Nokia (celular finlandês), Volkswagen (carros alemães) e Lenovo (computadores chineses). Os CEOs das multinacionais rechearam o percurso até o estádio Olímpico.
 
E coube justamente a um deles o papel de botar fogo nessa China tão afeita aos empreendedores após Deng Xiaoping declarar nos anos 80 a seguinte frase no país comunista: "Enriquecer é glorioso". Pois, quem seguiu essa regra foi Li Ning, um ginasta dessa época (ganhou três ouros em Los Angeles-1984), que nesta sexta ficou com a tão simbólica e esperada função olímpica.
 
Li Ning, 44, virou empresário da marca esportiva de seu mesmo nome, que ficou conhecida por "clonar" o marketing de gigantes da área. Seu logo, por exemplo, é muito parecido ao da Nike. Já seu slogan é "Anything Is Possible", uma versão de seu similar da Adidas. Tudo é possível na China. Tudo faz sentido.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h47
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Lição de torcida para a abertura no Ninho

Cada uma das 91.000 pessoas que está no Ninho de Pássaro ganhou um kit da organização para ajudar na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim. Os torcedores receberam uma lanterna, uma bandeira da China, um lenço e uma espécie de tambor, que serão utilizados durante o evento desta sexta-feira. No centro do gramado a organização está ensinando aos espectadores como torcer na cerimônia em três línguas: inglês, francês e mandarim. A idéia da organização é tornar o evento interativo.

Escrito por UOL Esporte às 08h28
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Ninho vira Torre de Babel antes da cerimônia

O clima olímpico virou mais do que nunca uma realidade a partir desta sexta-feira. A poucas horas do início da cerimônia de abertura, o Ninho de Pássaro tornou-se um retrato do mundo com várias nacionalidades, bandeiras e línguas sendo faladas ao mesmo tempo. Torcedores da Finlândia, Suécia, Zimbábue, Chile e, obviamente, Brasil levaram os seus símbolos nacionais para o evento.

 

Entre eles estavam Ricardo Minguez, Maurizio Vallo e Guilherme Scola, três brasileiros que viajaram para acompanhar os Jogos. "Estou achando super legal, é um povo simpático", disse Ricardo, que vestia a camisa da seleção de futebol. O trio de amigos se prepara também para uma maratona esportiva, pois já compraram ingressos para judô, natação, atletismo, vôlei, ginástica artística e tênis de mesa, sendo que a última foi a que mais custou aos brasileiros.

Escrito por UOL Esporte às 07h32
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Clima de festa em Pequim

A Olimpíada já começou para a China. Horas antes do início da cerimônia de abertura, o país vive o espírito olímpico. Nas ruas, bandeiras chinesas são exibidas com orgulho pelos moradores de Pequim. As principais vias de acesso ao Ninho de Pássaro, palco da cerimônia de abertura, já estão fechadas. E longas filas se formam na entrada do estádio.

Escrito por Lello Lopes às 06h09
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"Roberto Carlos da Nigéria" é vetado

A decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) a favor dos clubes de futebol fez a primeira vítima nestas Olimpíadas: a seleção da Nigéria, que não vai poder contar com o lateral esquerdo Taye Taiwo, de 23 anos, considerado o “Roberto Carlos nigeriano”.

 

O Olympique de Marselha negou a liberação de Taiwo para os Jogos, amparado pela decisão da CAS divulgada na quarta-feira, contra a regra da Fifa de obrigar os clubes a cederem os jogadores com até 23 anos para a disputa olímpica.

 

Outros jogadores como Rafinha, do Schalke 04, e Diego, do Werder Bremen, também tiveram a participação ameaçada pela decisão da CAS, mas foram autorizados pelos seus clubes e até participaram da vitória brasileira na estréia contra a Bélgica.

 

Na mesma situação esteve Lionel Messi, que acabou sendo autorizado pelo Barcelona para disputar os Jogos, e fez até gol na vitória por 2 a 1 da Argentina contra a Costa do Marfim, na estréia.

 

Taiwo, por sua vez, nem foi relacionado para o primeiro jogo, contra a Holanda, que terminou com empate sem gols. O lateral esquerdo não vai poder ajudar a Nigéria com seus potentes remates de esquerda, que o fizeram ser comparado com o brasileiro Roberto Carlos.

 

O técnico da Nigéria, Samson Siasia, lamentou o corte do jogador, mas disse que a sua ausência não vai afetar o desempenho da seleção, que já conquistou uma medalha de ouro em Atlanta-1996, após derrotar Brasil e Argentina.

 

“Estou realmente muito desapontado, mas um só jogador não faz uma equipe. Temos um time que pode ganhar uma medalha e estamos treinando muito para isso”, declarou o treinador.

Escrito por UOL Esporte às 04h25
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07/08/2008

Obina é melhor que Obinna?

 

Um joga pelo Flamengo. Outro pelo Chievo, da Itália, e está disputando as Olimpíadas de Pequim pela Nigéria. Mas as diferenças em campo parecem que param por aí, porque os “Obinas” possuem características muito parecidas: como perdem gols!!!

 

O Obinna nigeriano – ah, esta é outra diferença. O nome do africano é grafado com duplo n – fez sua estréia nos Jogos nesta quinta-feira e foi um dos grandes responsáveis pelo único empate sem gols do torneio masculino.

 

Contra a favorita Holanda, o atacante desperdiçou o primeiro quando aproveitou um cruzamento após a bola ter cruzado toda a defesa laranja. Completamente livre, Obinna cabeceou para fora.

 

E não parou por aí. No lance seguinte, ficou frente a frente com o goleiro holandês e... pimba! Outra vez para fora!

 

Mas, apesar dos erros, Obinna ficou no gramado durante os 90 minutos. Será que lá na Nigéria também consideram ele melhor que o camaronês Eto’o?

Escrito por UOL Esporte às 12h29
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A cara do entusiasmo

As seleções masculinas de futebol de Brasil e China estréiam nesta quinta-feira nas Olimpíadas de Pequim, em rodada dupla na cidade de Shenyang. A soma do frenesi que as estrelas brasileiras geralmente provocam em suas andanças pelo mundo com a febre de nacionalismo que os Jogos desperta na China está estampada na cara do animado torcedor acima. Assim sendo, que os jogos do dia honrem o entusiasmo do camisa 13 aí.

Escrito por Bruno Freitas às 03h53
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06/08/2008

Quem tem medo dos pandas?

Pesquisa promovida pela BBC, do Reino Unido, apontou que os brasileiros e os britânicos enxergam a China como um aliado, com 42% e 46% dos entrevistados afirmando isso, respectivamente. Por outro lado, o levantamento feito em cinco países mostrou que Coréia do Sul e EUA vêem os pandas (animais que simbolizam a terceira potência econômica mundial) como ameaças, com 55% e 48% dos ouvidos reproduzindo essa opinião, respectivamente.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h54
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Primeiros deportados de Pequim

Na foto acima tirada no Parque das Nacionalidades Chinesas, quatro garotas vestem trajes e fazem danças típicas do Tibete, região que está aproveitando os Jogos Olímpicos para divulgar seu desejo de autonomia em relação ao governo de Pequim. Outras quatro pessoas, porém, foram deportadas da China por mostrar outros símbolos da terra do Dalai Lama. Esses manifestantes (dois norte-americanas e dois ingleses) hastearam bandeiras tibetanas em postes próximos ao Parque Olímpico, com dizeres como "One World, One Dream, Free Tibet", parafraseando o slogan olímpico de 2008.

O mais revelador, porém, é a procedência das bandeiras: Made in China. Graças aos salários baixos e trabalhos que nunca fazem greve (o governo não deixaria), o país-sede é a fábrica do mundo. Até bastiões de seus inimigos internos eles produzem. Uma fábrica de Cantão (sul do país) aprontava milhares de bandeiras quando os ativistas internacionais que encomendaram a remessa suspenderam o pedido, com culpa por dar dinheiro justamente para quem oprime o povo tibetano. Até ali ninguém na fábrica cantonesa tinha desconfiado que aquela bandeira com faixas em azul e púrpura e dois leões desenhados representava a região invadida pela China desde a década de 50.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 21h27
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Modelito básico

Além da combinação mocassim, meia preta e bermuda, os pequineses têm uma solução mais elegante para o calor abafado e úmido do verão: as camisetas regatas. Por toda a cidade, quem não precisa andar na estica apela para o modelo. Há ainda os que levantam a camiseta para arrejar a barriga. Outros solucionam usando leques, que aqui é coisa de homem também.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 14h07
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Ninho de Pássaro vira selo na Colômbia

 

Obra de maior impacto nas Olimpíadas de Pequim, o Ninho de Pássaro virou tema também de um selo feito pela Colômbia em alusão ao evento poliesportivo deste ano. A homenagem foi mostrada pelo Comitê Olímpico Colombiano nessa terça-feira e foi criado pelo ex-atleta Wilmer Avendalo Correa, sendo desenhado pelo artista local Fernando Lersundy. "O estilo é inspirado no design sensacional do Ninho de Pássaro. É uma construção monumental e que deve ser para sempre lembrada", explicou o presidente dos Correios da Colômbia, Juan Ernesto Vargas Uribe.

Escrito por UOL Esporte às 03h54
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Problemas? Que problemas?

A imprensa chinesa sofre tanto controle do governo central que acaba pintando o país como uma "ilha da fantasia", filtrando os fatos e só noticiando quando está tudo resolvido. No dia do terremoto que matou mais de 70 mil pessoas no início do ano, as TVs demoraram oito horas para citar o desastre e anunciaram que houve um tremor, sem dar detalhes.

 

O jornal "China Daily" desta quarta-feira é uma pérola desse tipo de jornalismo. A manchete diz que o problema sobre a poluição em Pequim está resolvido "de uma vez por toda" e o "céu está azul". Você olha para o alto vê névoa e poluição e não sabe se acredita nos próprios olhos ou na versão oficial. Outra notícia na mesma edição chega às raias do absurdo: diz que os turistas estrangeiros podem visitar tranquilamente para a província de Xinjiang, de maioria muçulmana e palco de atentados terroristas de grupos separatistas. O problema é que a reportagem logo ao lado conta que foram identificados os culpados pelas explosões que mataram 16 policiais há dois dias na região citada. Um deles é um taxista. Será que o estrangeiro ficaria tranquilo em seu translado do aeroporto para o hotel em Xinjiang?

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 03h47
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05/08/2008

A pátria do tênis de mesa e do calor

Os ídolos olímpicos da China estão em todas as paredes, paradas de ônibus, outdoors e letreiros de shopping. A foto acima mostra uma geladeira comercial com propaganda de seis astros, que devem brilhar nos Jogos, vendendo uma marca de sorvete. O curioso é que, dos seis, metade saiu do tênis de mesa, esporte em que o país tem hegemonia e ainda exporta rivais para outros países. Só o barreirista Liu Xiang (ao centro), a saltadora Guo Jinjin e o basqueteiro Yi Jianlian (ambos à direita) são exceção. O restante dos fotografados são Wang Hao, Zhang Yilin e Ma Lin, campeões da bolinha pequena.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 11h14
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Caos na morada olímpica do futebol

Encastelada e isolada no suntuoso Marvelot Hotel, com todos os aparatos de segurança imagináveis, a seleção de futebol do Brasil ainda não tomou contato com a loucura urbana que é Shenyang, cidade que abriga os dois primeiros jogos da equipe nas Olimpíadas de Pequim.

 

As estrelas de Dunga, que sempre se deslocam com o luxo de escolta de batedores, ainda não viram de perto a profusão absurda de sons e cores das ruas de Shenyang, em caos urbano que chega a impressionar até os visitantes brasileiros naturais de grandes cidades, 'escaldados' com a desorganização no convívio social.

 

Além do altíssimo nível de poluição, o que mais impressiona é o trânsito de Shenyang, em que boa parte de seus 10 milhões de habitantes dividem espaço entre carros, motos, bicicletas e pedestres (como ilustra a foto acima). A regra é o 'vale tudo', com direito a desprezo ao sinal vermelho e contramão em grandes avenidas. E dá-lhe buzina.. o som oficial da cidade (a quarta maior da China).

 

Shenyang é uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Pequim destinada exclusivamente à disputa do futebol. A cidade abrigará nos próximos dias as estréias das seleções masculina e feminina do Brasil (contra Bélgica e Alemanha, respectivamente).

Escrito por Bruno Freitas às 09h43
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O aperto e as fraldas para adultos

Os banheiros das instalações olímpica estão excelentes nesse período prévio, com voluntários e faxineiros se revezando na limpeza a cada usuário. Mas quando a Olimpíada e a concentração humana começarem, ninguém sabe como vai ficar. Mas os torcedores chineses não devem estar preocupados, afinal, estão acostumados em viver com uma multidão em volta (1/5 da população mundial vive por lá) e com filas imensas. Até adotaram uma estratégia inusitada: a fralda de adulto. A tática é especialmente aplicada nos feriados nacionais, como no Ano Novo chinês, quando 300 milhões de pessoas viajam para visitar a família, superlotando banheiros de estações e trens. É o maior movimento migratório anual do mundo. O curioso é que as crianças de colo não usam tanta fralda como no Ocidente. É comum ver nas ruas de Pequim meninas e meninos que recém andam ficarem de cócoras para fazer a necessidade ali mesmo.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 03h27
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04/08/2008

Tietagem de campeãs mundiais

Adversárias da seleção feminina do Brasil na estréia dos Jogos Olímpicos, as alemãs tiveram o seu momento de tietagem com Ronaldinho Gaúcho, num breve e informal encontro com a equipe masculina brasileira em treinamento na cidade de Shenyang.

 

As alemãs Fatmire Bajramaj (esquerda na foto) e Celia Okoyino quebraram a orientação de 'contato zero', da organização dos Jogos, entre as sessões de treinos (cada seleção tem direito a duas horas de prática por período, em cronograma pré-estabelecido).

 

"Foi muito excitante conhecer ele pessoalmente. Ronaldinho e Zidane sempre foram meus maiores ídolos", disse Bajramaj, integrante da equipe atual campeã mundial.

 

Crédito da foto: Deutscher Fussbal-Bund/Divulgação

Escrito por Bruno Freitas às 22h26
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Dar uma volta com os pássaros

Parece causo de caipira, mas é verdade: os chineses levam seus passarinhos para passear, dar uma voltinha. Com suas bicicletas ou na mão mesmo, eles carregam os penosos até a praça mais próxima e penduram as gaiolas nas árvores. Enquanto os bichos cantarolam, os donos conversam também. O costume acontece principalmente à noite depois do jantar ou no fim-de-semana, como nessa foto tirada no distrito pequinês de Guan Yuan. (Foto: Rodrigo Bertolotto/UOL)

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 12h14
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Isso tudo é papo furado

Não é sempre que a seleção brasileira masculina de futebol, a marca mais forte do esporte coletivo nacional, tem em suas linhas um nome que escape da chatice do 'futebolês', o tradicional discurso de jogadores em entrevistas. Nesse sentido, o volante Anderson é quase uma benção contra as respostas convencionais e posições 'em cima do muro'.

 

Nas declarações do jogador do Manchester United, campeão inglês e europeu na última temporada, não costumam sair lugares comuns como "estamos preparados", "se Deus quiser" ou "o professor é quem sabe".

 

No ambiente de seleção, Anderson disparou aos jornalistas recentemente coisas como "Por acaso você sabe que eu fui o melhor jogador do Mundial Sub-17?" e "Quem é esse cara do Paraguai? Nunca ganhou nada".

 

Em Shenyang, onde a seleção se prepara para a estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim, Anderson comentou, bem a seu estilo, a preocupação da comissão técnica com os possíveis efeitos do forte calor e do altíssimo nível de poluição local sobre o desempenho do time brasileiro em campo.

 

"Esse negócio de poluição é tudo papo furado", respondeu o gaúcho. "Se tá calor, é igual para todo mundo. É besteira", rebateu o camisa 7 do time de Dunga.

 

Crédito da foto: Stephan Savoia/AP

Escrito por Bruno Freitas às 10h28
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Quarto com vista (se a névoa deixar)

A expressão smog foi criada quando a Inglaterra era o galpão fabril do mundo. É a mistura de smoke (fumaça) com fog (névoa). Como a China é hoje quem fabrica no planeta, o smog migrou para cá e cobre a vista de meu quarto. O hotel está localizado dentro do Parque Olímpico. O estádio Ninho de Pássaro está a 200 metros, mas ele é só um borrão à esquerda na foto. O Cubo De Água, local de competição da natação, é o outro borrão à direita. Em primeiro plano, está o Ginásio Nacional, do outro lado da rua, mesmo assim em meio à neblina. Depois de dias ensolarados em Pequim, voltou a poluição.

Bem que as autoridades chinesas tentaram bombardear as nuvens com nitrato de prata para limpar o céu, mas por enquanto não funcionou. Talvez eles tivessem que adotar a tática do prefeito carioca, César Maia, que contratou um pai-de-santo para fazer um trabalhinho para não chover durante os Jogos Pan-Americanos do ano passado. Choveu no Rio, tanto é que os campos de beisebol viraram um pantanal. Mas, quem sabe que com o auxílio da ciência e da religião, o esporte olímpico tenha condições ideias de jogo.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 00h12
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03/08/2008

Os abajures gigantescos de Pequim

O verão traz as mariposas para Pequim, e elas não param de revoar ao redor do estádio Olímpico e do ginásio de natação, que parecem duas luminárias de mesa tamanho família (uma família não-chinesa, que fique claro, afinal, aqui há ainda uma política de limitação de um filho por casal). Para completar a decoração tão ao gosto dos insetos e dos arquitetos pós-modernos, o jardim em volta do estádio Ninho de Pássaro ainda ganhou iluminação com os mesmos motivos. Luxo só.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 13h35
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Magic Paula vira chinesa em Pequim

Imagine se as mãos mágicas de Paula servissem o basquete da China? Por um momento neste domingo essa cena foi possível. No teste dos equipamentos na Arena Wukesong, local da disputa do basquete nos Jogos Olímpicos, o nome de Magic Paula foi colocado na escalação da seleção chinesa.

 

Os organizadores da Olimpíada usaram as duas maiores jogadoras da história do basquete brasileiro para testar o telão que fica em cima da quadra. Hortência, por exemplo, entrou na escalação do Brasil. Já Paula foi relacionada como uma jogadora da China.

 

Além dos nomes das atletas, o telão mostrou também imagens de Paula e Hortência nos Jogos Olímpicos. Com as duas, o Brasil viveu os seus melhores momentos na modalidade. A dupla foi a principal responsável pelo título mundial de 1994 e pela prata olímpica de Atlanta-1996.

Escrito por Lello Lopes às 05h14
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Compras para o trabalho

Algumas jogadoras da seleção feminina de basquete do Brasil aproveitaram um raro momento de folga nesse sábado e foram passear por Pequim. O destino: um shopping da capital chinesa.

 

“As meninas compraram tênis de basquete. Foi coisa de trabalho”, entregou a ala Micaela, que participou da caravana ao shopping.

 

As compras, entretanto, quase custaram caro às jogadoras. Por causa do ensaio para a cerimônia de abertura, as atletas pegaram muito trânsito no caminho de volta à Vila Olímpica, e por pouco não estouraram o horário permitido para o passeio.

 

“A gente não pode se atrasar. Viemos aqui para disputar a Olimpíada, então o foco é outro”, justificou Micaela.

Escrito por Lello Lopes às 04h07
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Tchau, vara. Boa viagem

Fabiana Murer, uma das atletas com maior chance de medalha brasileira no atletismo, já está em Macau desde o dia primeiro de agosto, sexta-feira. Ela, porém, ainda não fez um treino técnico na sua modalidade, o salto com vara, por um motivo bem simples: está sem as suas varas.

 

Por conta da dificuldade em levá-las, a atleta deixou com seu técnico, Élson Miranda, o dever. Ele e as varas embarcaram neste sábado em Guarulhos. A foto acima mostra os intrumentos no chão do Aeroporto de Cumbica prontos para entrarem no avião direto para China. Boa sorte para as varas. 

 

Escrito por UOL Esporte às 01h58
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02/08/2008

Arremesso de entulho

Como no Brasil, os catadores de lixo viraram profissão também na China. A diferença é que, no lugar de empurrarem carrinhos como os brasileiros, os chineses colocam todo o entulho valioso em suas bicicletas. Nessa foto, um casal revira sacos na saída de metrô próxima do Parque Olímpico.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 11h51
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01/08/2008

Favor não usar sapatos pretos ou cuspir no elevador

Atenção você que gastou seu suado dinheirinho para assistir às Olimpíadas de Pequim e comprou roupas novas para desfilar perto da Vila Olímpica. É favor não combinar calças brancas com sapatos pretos.

 

A clássica tendência estética do povo pequinês é de muito mau gosto, e não foram os enviados especiais do UOL que constataram isso in loco. Tudo faz parte de uma campanha da Comissão para a Construção da Civilização da Capital.

 

Dessa maneira, a campanha vem conseguido desestruturar a 'espontaneidade' do povo pequinês, explicando, veja se pode, que cuspir em elevadores e metrôs não é assim tão legal. Ao menos é o que quer fazer crer Zheng Mojie, subdiretor da Comissão.

 

Realmente, a clássica cusparada no chão, precedida do famoso grunhido de limpeza de garganta está caindo em desuso em Pequim. Até filas já estão começando a ser formadas nos metrôs, veja só. Mas não foi nada fácil. 

 

Cerca de 10 milhões de folhetos foram distribuídos entre estabelecimentos comerciais e transeuntes, que eram prontamente advertidos depois de lubrificarem o chão com saliva.

 

‘Descalçar os pés e colocá-los no assento do companheiro de viagem também não é costume do povo ocidental’, completa a nota.

Escrito por UOL Esporte às 15h57
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Aterrissagem na paisagem olímpica

Depois de uma escala em Washington (EUA), um cochilo no pólo norte, um filme da Demi Moore sobrevoando a Sibéria e uma lasanha com vista para a Mongólia, veio a aterrisagem nesta sexta-feira na obra de maior investimento do esforço olímpico em Pequim: o maior aeroporto do mundo em extensão. Com um total de três quilômetros de uma ponta a outra, conta até com um trem interno para ligar a alfândega e a retirada de bagagem - uma distração entre uma burocracia e outra.

O novo terminal tem a assinatura do badalado arquiteto inglês Norman Foster, responsável por mudar a cada de Londres. A obra custou US$ 2,8 bilhões e foi erguida em um tempo recorde de quatro anos. Sua capacidade de passageiros por ano é de 60 milhões, o que equivale a quatro vezes o movimento anual de Congonhas antes da crise aérea.

Com telhado e colunas nas cores amarela e vermelha (as preferidas dos chineses) e muito vidro, o aeroporto quer simbolizar esses novos tempos da China como terceira economia mundial. Mas o esforço não pára aí: no caminho até o Parque Olímpico, uma interminável fileira de vasos com flores decoravam os viadutos, as pontes e auto-estradas, em uma tentativa de embelezar a paisagem funcional.

Outra forma de decoração constante são as publicidades olímpicas, onde os reis são os ídolos locais Yao Ming e Liu Xiang. Desde os carrinhos de bagagem até outdoors gigantes trazem os traços dos candidatos mais carismáticos ao pódio.

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 10h45
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31/07/2008

Um rapper na Olimpíada nazista?

Nem só os oposicionistas e ativistas políticos fazem comparações entre os Jogos de Berlim-1936 e os de Pequim-2008. Há outros paralelos, como, por exemplo, a presença de locutores brasileiros.

 

O vídeo mostra trecho do filme "Olympia" (1938), da consagrada cineasta Leni Riefenstahl, famosa por suas inovações técnicas (como tomadas aéreas) e também por sua intensa atividade durante o regime nazista da Alemanha. Nessa passagem, aparecem atores interpretando narradores estrangeiros apresentando competição no estádio Olímpico.

 

 O penúltimo é supostamente um brasileiro - o sotaque, porém, é português, e a vestimenta mais parece a de um rapper atual.

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 06h06
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30/07/2008

Ato falho no embarque

Ela é a maior esperança de medalha no atletismo brasileiro. Mas a saltadora Maurren Higa Maggi passou por uma saia-justa durante o embarque da delegação para as Olimpíadas de Pequim, nesta noite de quarta-feira. A atleta de São Carlos foi a única do atletismo que chegou ao Aeroporto de Cumbica sem o uniforme feito pelo COB para os Jogos Olímpicos.

 

Maurren vestia uma camisa usada pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro no ano passado. Ela só percebeu o fato após iniciar as entrevistas e teve de interromper para colocar o uniforme correto. Aliás, no aeroporto, Maurren teve a companhia da filha Sofia, que recebeu mimos e carinhos especiais da mãe coruja antes do embarque.

Escrito por UOL Esporte às 20h37
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Boicotaram o boicote

 

Você deve ter acompanhado a série de protestos em prol da liberdade do Tibete que aconteceram nos diversos países por onde a tocha olímpica desfilou este ano. 

 

Protestar é legítimo (menos na China, claro), mas desse jeito fica complicado, né, não? 

Escrito por UOL Esporte às 11h19
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As 'Olimpeladas'

 

Elas vão argumentar que as Olimpíadas da Antiguidade eram disputadas com todo mundo nu. As fotos sexys, contudo, são parte do marketing dos esportistas, principalmente, da ala feminina. Para destes Jogos, algumas peladonas já estão escaladas. 

 

A Austrália veio com Erin Phillips (acima à esquerda). Ela é titular da seleção de basquete do país, que é a atual campeã mundial e desde Atlanta-1996 está no pódio olímpico, mas tem os EUA como grande carrasco. Os dirigentes gostaram do ensaio dela com lingerie. “Qualquer publicidade para o nosso basquete é válida”, disse o porta-voz da federação australiana, Ben Hawes.

 

Já a britânica Victoria Pendleton (à direita) posou para o jornal “Daily Mail” de vestido longo ao lado de sua parceira bicicleta, que lhe garantiu dois ouros no último Mundial. Mas a campeã das atletas “saidinhas” é a norte-americana Amanda Beard. Após vários ensaios sensuais, ela decidiu aparecer em pêlo em edição da revista Playboy.

Escrito por UOL Esporte às 06h58
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Banho japonês vira lugar para organizar tática

Os japoneses armaram um esquema bem íntimo de conversar sobre a tática nas provas de velocidade do atletismo. Aos 36 anos, Nobuharu Asahara resolveu conversar com seu parceiro de equipe enquanto ensaboa seu corpo durante o banho coletivo.

 

"Os atletas ficam bem próximos ali e tenho sido bombardeado por perguntas”, revelou Shingo Suetsugu, companheiro do experiente Asahara. “Realmente ajuda falar durante o banho coletivo. Ele [Asahara] está sempre disposto a ajudar e sempre se mostra calmo”, completou. Asahara, o “tiozinho” da turma, mostra que está gostando da história. “A diferença de idade não me incomoda. Tento ser amigo de todo mundo”, relatou.

 

Escrito por UOL Esporte às 04h45
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Azar no amor, sorte nos Jogos

Os nadadores australianos Eamon Sullivan e Stephanie Rice resolveram terminar o namoro que já durava dois anos às vésperas das Olimpíadas de Pequim. A razão do fim do relacionamento? Dizem ser os Jogos...

 

“Nós dois concordamos que ficar juntos não seria uma coisa que funcionaria durante este mês. Então decidimos terminar”, disse Sullivam, único que topou falar sobre o fim do relacionamento. Stephanie evitou comentar o assunto.

 

Juntos, os nadadores treinam com os demais membros da seleção australiana de natação em Kuala Lumpur, na Malásia.

Escrito por UOL Esporte às 02h08
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29/07/2008

UOL em Macau: os chineses

Não é novidade que só chinês entende a língua que eles falam. A pronúncia é impossível, com um labirinto de entonações virtualmente indecifrável para quem cresceu falando papai e mamãe.

Outro aspecto difícil de entender por aqui é a voracidade dos chineses. Para fazer qualquer coisa. No café da manhã, por exemplo. Eles atacam o buffet com tamanha vontade que quem está assistindo pensa que os alimento não serão repostos. Cada novo alimento sofre a mesma coisa.

Nas ruas é a mesma coisa. Em um dia normal, testemunhei chineses esperando na entrada de uma loja pelo horário de abertura das portas. Assim que a loja começou a funcionar, eles saíram correndo, para serem os primeiros a serem atendidos. Perguntei e me garantiram: a loja não estava em oferta e o primeiro cliente não teria tratamento especial.

É esse aspecto da personalidade chinesa que assusta o mundo. Parece que em todos os aspectos eles dão o máximo, como se a vida dependesse disso. Esse deve ser o motor que gira a roda de desenvolvimento que fez da China uma das economias mais poderosas do mundo.

E, claro, deve ter sido assim com os preparativos para os Jogos Olímpicos de Pequim. E, pode esperar, será assim com os atletas chineses na briga pelas medalhas.

Escrito por Bruno Doro às 11h57
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Diplomacia gastronômica entre Japão e China

Campeão olímpico em Atenas nos 100 m e 200 m peito, Kosuke Kitajima, um dos ídolos japoneses em Pequim, chegou à Vila Olímpica cheio de diplomacia. “É a comida em vila de atletas mais saborosa que já comi”, afirmou o nadador para a imprensa do seu país nesta terça-feira.

 

O elogio respondeu ao medo dos japoneses quanto à comida chinesa. Este ano, o país anfitrião das Olimpíadas teve uma relação complicada com o Japão na exportação de comidas, depois que em algumas delas foram achados pesticidas.

 

Depois de testar as facilidades da Vila Olímpica, Kitajima e o grupo da natação japonês viajaram para a Coréia do Sul para terminar o treinamento. Pelo lado feminino, Ai Shibata, ouro nos 800 m livre em Atenas, não gostou apenas de uma coisa. “Eu quero relaxar, mas não tem nenhuma banheira aqui”, afirmou.

Escrito por UOL Esporte às 03h58
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A atleta que odeia tênis de mesa

Após quase 50 anos sem conquistar uma medalha olímpica, Cingapura deposita suas esperanças de pódio em Pequim em uma mesa-tenista que prefere tocar piano a praticar seu esporte.

 

Li Jia Wei, de 26 anos, é a oitava colocada do ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), mas está longe de ser uma apaixonada por sua profissão.

 

“Eu não gosto do jogo. Apenas comecei a praticar tênis de mesa quando era mais nova para manter a forma. Agora esta é minha carreira e eu tenho que encarar”, diz a atleta, que garante, porém, estar comprometida em dar o melhor nos Jogos.

 

“Se eu não achasse possível ganhar uma medalha, não estaria indo jogar”, finaliza Li Jia Wei, capitã da equipe de Cingapura em Pequim.

Escrito por UOL Esporte às 01h38
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28/07/2008

Ele (ou ela) está entre nós

 

A senhora Chen Yan, 52, foi descoberta por um programa de TV em Sichuan. E, desde 2005, vive percorrendo o país e participando de apresentações como imitadora do líder Mao Tsé-tung, homem que comandou a China desde a Revolução Comunista de 1949 até sua morte na década de 70. Como a China continua comunista no papel e na sua política centralizadora, o curioso é que as estátuas e pôsteres de Mao estão por toda parte do país, ao contrário do triste destino de seus similares do bloco soviético. E a imitação de Chen é respeitosa, não há nenhum humor ou ironia na personificação. Por outro lado, ela deve que adotar um sapato que aumenta sua altura a 1,80 m e cortar o cabelo simulando entradas, como tinha o "Grande Timoneiro". (Fotos: Reuters)

 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 18h46
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Prévia da abertura das Olimpíadas?

 

O ator Jackie Chan está ensaiando o funk carioca de MC Marcinho para cantar na abertura dos Jogos Olímpicos? Será uma homenagem à candidatura do Rio-2016? Nada disso. É mais uma das montagens inusitadas que circulam na Internet. O curioso que os movimentos labiais do ator-cantor-lutador e os passos dos bailarinos coincidem com o ritmo da música "Glamurosa". Também não é para menos: o pop chinês e o brasileiro, afinal, obedecem às mesmas regras da indústria fonográfica. 

Escrito por Rodrigo Bertolotto às 18h16
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Perfil

Os repórteres: Bruno Doro, Bruno Freitas, Lello Lopes e Rodrigo Bertolotto estão na China e fazem a cobertura jornalística do UOL Esporte dos Jogos Olímpicos de Pequim

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